Abrir as portas de casa para acolher uma criança em situação de vulnerabilidade foi a decisão que transformou a rotina de um casal em Criciúma. Há pouco mais de três meses, Laila Gomes da Silva e Amandio Luiz Da Rosa Bisneto recebem um menino de três anos por meio do programa Família Acolhedora, iniciativa que oferece cuidado temporário a crianças afastadas judicialmente de suas famílias de origem.
O programa garante que crianças e adolescentes tenham um ambiente familiar estruturado, com rotina, segurança e atenção individualizada, enquanto a rede de proteção trabalha para possibilitar a reintegração familiar ou definir outras medidas.
Segundo a Prefeitura de Criciúma, a meta é ampliar o número de famílias participantes, permitindo que mais crianças possam ser acolhidas em lares, em vez de instituições.
Para o prefeito Vagner Espíndola, o programa representa um compromisso direto com a proteção da infância. “Estamos falando de crianças que precisam de cuidado, estabilidade e afeto em um momento delicado. É uma política pública que demonstra o quanto Criciúma está comprometida em proteger quem mais precisa”, afirmou.
A secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego, destaca que o modelo familiar proporciona um cuidado mais individualizado. “O acolhimento familiar permite que a criança viva em um ambiente de afeto e estabilidade, respeitando o tempo e as necessidades de cada uma”, disse.
Transformação no dia a dia
Na prática, os impactos são percebidos rapidamente. De acordo com Laila, o desenvolvimento da criança acolhida é visível com o passar dos dias.
“Com a rotina, o cuidado diário, as conversas e o brincar, fomos percebendo mudanças. Hoje ele é mais confiante, se expressa melhor e demonstra carinho. O ambiente familiar traz segurança e estabilidade”, relatou.
Como funciona o programa
Diferente da adoção, o Família Acolhedora tem caráter temporário. O objetivo é garantir proteção durante o período em que a família de origem recebe acompanhamento. Quando há պայմանseguras, a criança retorna ao convívio familiar.
Confira os principais pontos do programa:
- Acolhimento é provisório e determinado pela Justiça
- Famílias passam por seleção, entrevistas e capacitação
- Acompanhamento é feito por equipe com psicólogos e assistentes sociais
- Há subsídio mensal para auxiliar nas despesas
Quem pode participar
Para se tornar uma família acolhedora em Criciúma, é necessário:
- Ter mais de 21 anos
- Residir no município
- Ter disponibilidade emocional e afetiva
- Não estar inscrito no Cadastro Nacional de Adoção
- Contar com a concordância de todos os maiores de 18 anos da casa
As inscrições podem ser feitas na Secretaria Municipal de Assistência Social, no Paço Municipal Marcos Rovaris, ou no CREAS, no Centro. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
Mais informações também estão disponíveis pelo WhatsApp (48) 99693-3265.
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