Operação mira golpes milionários com terrenos em Jurerê Internacional

Polícia Civil investiga fraude imobiliária de R$ 12 milhões em Florianópolis com prisões e buscas em vários Estados

Redação

Publicado em: 15 de abril de 2026

3 min.
Operação mira golpes milionários com terrenos em Jurerê Internacional - Foto: Divulgação/Allan Carvalho/PMF

Operação mira golpes milionários com terrenos em Jurerê Internacional - Foto: Divulgação/Allan Carvalho/PMF

Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrada na manhã desta terça-feira (15) tem como alvo uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários no mercado imobiliário de Florianópolis. O esquema envolvia a venda ilegal de terrenos de alto padrão em Jurerê Internacional e já teria causado prejuízo estimado em R$ 12 milhões.

Batizada de “Real State”, a ação cumpre 10 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão, com apoio do Ministério da Justiça. As diligências ocorrem simultaneamente em quatro estados — Maranhão, Ceará, Amazonas e Goiás —, indicando a atuação nacional do grupo.

Como funcionava o esquema

As investigações apontam que a quadrilha negociou ao menos cinco terrenos de luxo por meio de duas estratégias principais:

  • Invasão de contas digitais: criminosos acessavam perfis no portal Gov.br para usar assinaturas eletrônicas de forma indevida e alterar registros, facilitando a transferência dos imóveis.
  • Documentos falsos: eram utilizadas procurações fraudulentas, supostamente emitidas em cartórios do Ceará, para dar aparência legal às negociações.

“Isca” com preços abaixo do mercado

Para atrair vítimas e acelerar as vendas, os terrenos eram anunciados por valores muito inferiores aos praticados em Jurerê Internacional. Após o pagamento, o dinheiro era rapidamente distribuído entre contas de terceiros, os chamados “laranjas”, dificultando o rastreamento.

Crimes e penas

Os investigados devem responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão, caso haja condenação.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas do esquema.


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