Após verão, risco de afogamento muda e preocupa em SC

Bombeiros alertam para perigos em piscinas, rios e lagos e destacam formação de quase 7,7 mil crianças no estado

Vitor Wolff

Publicado em: 21 de abril de 2026

5 min.
Após verão, risco de afogamento muda e preocupa em SC - Foto: Divulgação/CBMSC

Após verão, risco de afogamento muda e preocupa em SC - Foto: Divulgação/CBMSC

Com o fim da alta temporada de verão e a retirada dos guarda-vidas das praias de Santa Catarina, o risco de afogamentos não desaparece — ele apenas muda de cenário. O alerta é do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), que chama a atenção para ambientes como piscinas, rios, lagos e balneários, onde milhares de famílias continuam em contato com a água ao longo do ano.

Nesse contexto, o destaque vai para o Projeto Golfinho, iniciativa voltada à prevenção de acidentes com crianças de 7 a 11 anos. Entre 2023 e os primeiros meses de 2026, o programa formou 7.698 crianças em ambientes não oceânicos, como piscinas e águas interiores, reforçando a cultura de segurança fora do litoral.

Piscinas lideram risco fora do mar

Os dados mostram que o ambiente de piscinas e clubes concentra a maior parte das formações do projeto:

  • 6.418 crianças capacitadas em quatro anos
  • Pico em 2024, com 2.335 participantes
  • Média anual consistente de formações

Segundo o CBMSC, a falsa sensação de segurança nesses locais é um dos principais fatores de risco. Situações simples, como correr na borda ou ignorar perigos como ralos de sucção, podem resultar em acidentes graves.

Rios e lagos também exigem atenção

Embora com menor volume de formações, os ambientes de água doce também preocupam:

  • 1.280 crianças formadas entre 2023 e 2026
  • 150 formações apenas nos primeiros meses de 2026

O crescimento recente indica maior foco na prevenção em rios e balneários, historicamente associados a acidentes graves no estado.

Crianças mais novas e participação equilibrada

O perfil dos participantes do Projeto Golfinho também revela tendências importantes:

  • 51% meninos e 49% meninas
  • Redução da idade média: de 9,2 anos (2023) para 8,3 anos (2025)
  • Mais de 5,4 mil participações recorrentes no período

Os números indicam que o programa está alcançando crianças cada vez mais cedo e criando vínculo com os participantes, ampliando o impacto educativo.

Prevenção continua após o verão

Para o CBMSC, o fim da temporada de praia não significa redução de riscos, mas sim uma mudança de foco. A corporação reforça que a prevenção deve ser contínua, especialmente em ambientes domésticos e urbanos.

“O perigo não acaba com o fim da temporada de praia. A formação no Projeto Golfinho é um ato fundamental para proteger as famílias catarinenses”, destaca o comandante-geral, coronel Fabiano de Souza.

Janeiro lidera formações

A sazonalidade do projeto acompanha o calendário escolar:

  • Janeiro é o mês com maior número de formações
  • Em 2025, foram 6.599 crianças capacitadas no período
  • Novembro também se destaca como fase de preparação para o verão

Os dados mostram que ações antecipadas, ainda antes das férias, têm papel estratégico na prevenção.


O consolidado de quase 7,7 mil crianças formadas em ambientes fora do mar reforça que o Projeto Golfinho se tornou uma ferramenta permanente de educação e segurança em Santa Catarina. O alerta permanece: o risco de afogamento continua presente durante todo o ano, exigindo atenção redobrada de pais e responsáveis.


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