A prisão deveria isolar os detentos do mundo exterior. Mas, em Joinville, um esquema engenhoso permitiu que internos do Complexo Penitenciário usassem relógios inteligentes (smartwatches) como telefone — com a ajuda de um advogado e, mais grave ainda, de um policial militar.
Na manhã desta quarta-feira (22), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina deflagrou a Operação Cavalo de Tróia. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, e uma pessoa foi presa em flagrante com medicamentos de origem estrangeira sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A armação
A investigação, iniciada a partir de informações da direção da unidade prisional, revelou que um advogado usou indevidamente suas funções e prerrogativas para acessar a unidade e deixar escondidos, dentro da sala da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), os dispositivos eletrônicos. Os smartwatches seriam posteriormente recolhidos por presos “regalia” e distribuídos para outros detentos.
O advogado não agia sozinho. Ele possuía uma sócia e, juntos, atuavam como “sintonia”, transmitindo recados da organização criminosa entre seus membros ou usando suas prerrogativas para permitir a conversa entre os apenados.
A ajuda da farda
O que torna o caso ainda mais grave é o envolvimento de um policial militar (PM). Segundo as investigações, o PM repassava informações sigilosas dos sistemas de segurança pública ao grupo, facilitando a atuação criminosa.
A prisão em flagrante
Além dos mandados de busca e apreensão, uma pessoa foi presa em flagrante com medicamentos de origem estrangeira e sem registro na Anvisa. A operação contou com a participação de policiais do Gaeco e com o apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta (BPR) de Joinville e da Polícia Penal.
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