Renan Santos defende reforma fiscal e critica modelo federativo

Em entrevista à Rádio Cidade em Dia, pré-candidato do Partido Missão falou sobre economia, STF, segurança e eleição de 2026

Redação

Publicado em: 22 de abril de 2026

7 min.

Renan Santos defende reforma fiscal e critica modelo federativo Foto: Lucas Ramos

Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, concedeu entrevista nesta quarta-feira (22), à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, em Criciúma. Ao jornalista Denis Luciano, ele apresentou propostas para a economia, defendeu mudanças no pacto federativo, criticou o modelo previdenciário e fez avaliações sobre o Supremo Tribunal Federal, o governo Lula, Jair Bolsonaro e a disputa eleitoral de 2026.

Ao longo da conversa, Renan afirmou que o Brasil vive um desequilíbrio federativo, com estados e municípios mais produtivos sustentando regiões que, segundo ele, dependem excessivamente de repasses federais. Como exemplo, citou municípios de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, que, na avaliação dele, seriam mais autossustentáveis que cidades de outras regiões do país.

Proposta de revisão administrativa

Durante a entrevista, o pré-candidato defendeu uma revisão profunda da estrutura administrativa brasileira. Entre as ideias apresentadas, estão a fusão de municípios considerados inviáveis economicamente, a criação de indicadores de desempenho para prefeituras e a possibilidade de intervenção temporária em cidades e estados que não apresentem melhora em áreas como saneamento, atividade econômica, segurança, saúde e educação.

Renan argumentou que o atual modelo político favorece más gestões locais, alimentadas, segundo ele, por repasses de emendas parlamentares sem critérios rigorosos de resultado. Na visão do dirigente do Partido Missão, a adoção de metas e punições para gestores que não entregarem melhorias seria uma forma de reequilibrar a federação.

Economia e gastos públicos

Na área econômica, Renan Santos afirmou que o país enfrenta uma trajetória preocupante de endividamento e crescimento contínuo de despesas obrigatórias. Ele criticou mecanismos automáticos de reajuste de gastos, especialmente na Previdência e nos benefícios sociais vinculados ao salário mínimo, e defendeu a revisão de incentivos fiscais, supersalários no Judiciário e despesas estruturais da máquina pública.

Segundo ele, um pacote de reformas fiscais e administrativas poderia estabilizar a dívida pública, aumentar a previsibilidade econômica, reduzir juros e abrir espaço para crescimento e corte de impostos.

Previdência e programas sociais

Ao falar sobre a Previdência, Renan classificou o modelo atual como falido e sustentou que será necessário discutir novamente regras de idade mínima, equiparação entre setor público e privado e, no futuro, uma transição para modelos de capitalização.

Sobre o Bolsa Família e outros programas sociais, o pré-candidato disse que não defenderia o fim imediato dos benefícios, mas uma reformulação. A proposta, segundo ele, passaria por combate a fraudes, criação de frentes de trabalho e incentivo a políticas públicas que reduzam a dependência de auxílios em cidades sem atividade econômica consolidada.

STF, Bolsonaro e Lula

Na entrevista, Renan também apresentou críticas ao Supremo Tribunal Federal. Ele defendeu que a Corte atue apenas em matérias constitucionais, sem exercer, na prática, papel de última instância para diferentes tipos de processos. Entre as propostas citadas, estão o fim de decisões monocráticas em determinados casos, limites para pedidos de vista e mudanças no foro privilegiado.

Ao comentar o ex-presidente Jair Bolsonaro, Renan afirmou que vê elementos que, na análise dele, indicam tentativa de ruptura institucional antes dos atos de 8 de janeiro, mas também apontou supostas nulidades processuais em parte dos casos relacionados ao ex-presidente e aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

Sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato fez críticas à condução econômica e social dos governos petistas. Disse que o país perdeu oportunidades de crescimento nas últimas décadas e avaliou que o retorno do PT ao poder está ligado, em parte, a erros cometidos pelo campo antipetista após 2018.

Segurança, soberania e eleição de 2026

Renan Santos afirmou ainda que pretende centrar sua plataforma em duas frentes iniciais: ajuste fiscal e enfrentamento ao crime organizado. Disse acreditar que resultados nessas áreas poderiam ampliar seu capital político para avançar em reformas mais amplas.

Na política externa e de defesa, defendeu uma postura mais assertiva do Brasil, com investimento em tecnologia, proteção de fronteiras e fortalecimento da soberania nacional. Também afirmou que pretende intensificar agendas pelo país para ampliar a presença do Partido Missão no debate eleitoral de 2026.

Ao fim da entrevista, Renan confirmou que seguiria em Criciúma ao longo do dia e participaria de um evento político na cidade durante a noite.

FIQUE BEM INFORMADO: Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
Acompanhe por aqui:



× SCTODODIA Rádios