A chuva de meteoros Líridas poderá ser observada em todo o Brasil na madrugada desta quinta-feira (23). O fenômeno ocorre anualmente quando a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa C/1861 G1 (Thatcher), proporcionando o aparecimento de “estrelas cadentes” no céu.
De acordo com o Observatório Nacional, o melhor horário para observação será por volta das 2 horas da manhã, quando a atividade atinge o pico. Regiões mais ao Norte do país tendem a ter melhor visibilidade, mas o fenômeno pode ser acompanhado em todo o território nacional.
Onde e como observar as Líridas
Para quem deseja acompanhar o espetáculo astronômico, algumas orientações são essenciais:
- Procure locais com pouca poluição luminosa, longe de cidades
- Observe o céu na direção Norte
- Identifique a estrela Vega, que servirá como referência
- Dê preferência para áreas abertas, como campos ou praias
- Aguarde alguns minutos para que os olhos se adaptem à escuridão
Condições ideais favorecem visibilidade
Durante o ápice da chuva, a Lua estará com cerca de 27% de iluminação, o que reduz sua interferência. Além disso, o ocaso lunar — momento em que a Lua se põe — acontece antes do período de maior atividade dos meteoros.
Com isso, a madrugada de 22 para 23 de abril terá céu escuro, aumentando as chances de visualizar até mesmo meteoros mais fracos.
O que é a chuva de meteoros Líridas
As chuvas de meteoros acontecem quando fragmentos de cometas entram na atmosfera terrestre e se incendeiam, criando rastros luminosos no céu. No caso das Líridas, os meteoros parecem surgir da constelação de Lira, ponto conhecido como radiante.
Apesar de o Hemisfério Sul registrar menor quantidade de meteoros visíveis em comparação ao Norte, ainda é possível observar os traços mais brilhantes do fenômeno no Brasil.
Origem do fenômeno
O cometa Thatcher, responsável pelas Líridas, leva cerca de 415 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol. A trilha de partículas deixada por ele é observada há mais de 2.700 anos, com registros históricos que remontam à China antiga, em 687 a.C.
Esse longo histórico faz das Líridas uma das chuvas de meteoros mais antigas já documentadas pela humanidade.
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