O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu desculpas públicas após declarar que errou ao relacionar a homossexualidade a uma possível ofensa ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A retratação ocorreu depois de entrevista concedida ao portal Metrópoles na quinta-feira (23).
Durante a entrevista, Gilmar comentava o pedido para incluir Zema no inquérito das fake news e utilizou como exemplo a hipótese de criação de bonecos do político com conotação homossexual, questionando se isso não seria considerado ofensivo. A fala gerou repercussão negativa.
Ministro reconhece erro e se retrata
Após a repercussão, Gilmar Mendes utilizou as redes sociais para se manifestar. Ele afirmou que há uma “indústria de difamação” contra o STF, mas reconheceu que cometeu um equívoco ao associar a homossexualidade a uma injúria.
O ministro declarou que a referência foi inadequada e pediu desculpas pelo comentário.
Entenda o contexto do caso
A situação está relacionada a um vídeo publicado por Romeu Zema no mês passado. Na gravação, o ex-governador faz críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, no contexto do chamado “caso Master”. No conteúdo, os magistrados são retratados como fantoches.
Diante disso, Gilmar Mendes solicitou ao relator do inquérito das fake news, ministro Alexandre de Moraes, a inclusão de Zema na investigação. No pedido, o magistrado argumenta que o vídeo “vilipendia” a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal e de seus integrantes.
Próximos passos
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou o pedido para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve avaliar se há elementos para incluir o ex-governador no inquérito.
A decisão final sobre o caso ainda não tem prazo definido.
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