Mistério dos peixes mortos em Florianópolis pode ter causa revelada

Análise aponta fenômeno natural agravado por baixa oxigenação da água em área de manguezal

Redação

Publicado em: 24 de abril de 2026

3 min.
Mistério dos peixes mortos em Florianópolis pode ter causa revelada - Foto: Divulgação/Cristiano Gomes/NSC

Mistério dos peixes mortos em Florianópolis pode ter causa revelada - Foto: Divulgação/Cristiano Gomes/NSC

A mortandade de milhares de peixes registrada em Florianópolis na manhã de quarta-feira (22) pode ter uma causa já identificada. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), análises preliminares apontam para a proliferação de microalgas como principal responsável pelo fenômeno.

O caso ocorreu na região do Manguezal do Itacorubi e segue em investigação, com um relatório final previsto para os próximos dias.

O que pode ter causado a morte dos peixes

De acordo com os técnicos, o cenário é semelhante ao registrado em março de 2024, quando houve grande floração de microalgas nas Baías Norte e Sul.

A principal hipótese é:

  • Microalgas foram levadas por correntes para áreas com pouca circulação de água
  • Isso criou um ambiente com baixa oxigenação
  • Espécies mais sensíveis não resistiram, como a manjubinha

Durante a noite, o problema se intensifica. As algas consomem oxigênio e, ao morrerem, sua decomposição agrava ainda mais a falta de oxigênio na água.

Por que o problema aparece mais pela manhã

O fenômeno foi mais visível nas primeiras horas do dia por causa do comportamento biológico das algas:

  • Consumo de oxigênio durante a noite
  • Aumento da decomposição no fundo do manguezal
  • Redução crítica do oxigênio disponível na água

Esse conjunto de fatores leva à morte de peixes em grande quantidade.

Recomendações das autoridades

O IMA orienta medidas imediatas para evitar novos impactos:

  • Retirada dos peixes mortos pelas prefeituras
  • Descarte adequado para evitar agravamento da contaminação
  • Não consumir os peixes encontrados
  • Evitar contato com áreas com manchas incomuns na água

As autoridades ambientais seguem monitorando a situação e devem concluir o laudo completo em até 20 dias.


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