A mortandade de milhares de peixes registrada em Florianópolis na manhã de quarta-feira (22) pode ter uma causa já identificada. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), análises preliminares apontam para a proliferação de microalgas como principal responsável pelo fenômeno.
O caso ocorreu na região do Manguezal do Itacorubi e segue em investigação, com um relatório final previsto para os próximos dias.
O que pode ter causado a morte dos peixes
De acordo com os técnicos, o cenário é semelhante ao registrado em março de 2024, quando houve grande floração de microalgas nas Baías Norte e Sul.
A principal hipótese é:
- Microalgas foram levadas por correntes para áreas com pouca circulação de água
- Isso criou um ambiente com baixa oxigenação
- Espécies mais sensíveis não resistiram, como a manjubinha
Durante a noite, o problema se intensifica. As algas consomem oxigênio e, ao morrerem, sua decomposição agrava ainda mais a falta de oxigênio na água.
Por que o problema aparece mais pela manhã
O fenômeno foi mais visível nas primeiras horas do dia por causa do comportamento biológico das algas:
- Consumo de oxigênio durante a noite
- Aumento da decomposição no fundo do manguezal
- Redução crítica do oxigênio disponível na água
Esse conjunto de fatores leva à morte de peixes em grande quantidade.
Recomendações das autoridades
O IMA orienta medidas imediatas para evitar novos impactos:
- Retirada dos peixes mortos pelas prefeituras
- Descarte adequado para evitar agravamento da contaminação
- Não consumir os peixes encontrados
- Evitar contato com áreas com manchas incomuns na água
As autoridades ambientais seguem monitorando a situação e devem concluir o laudo completo em até 20 dias.
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