Proposta no STF quer proteger mulheres candidatas nas eleições

Cármen Lúcia sugere criação de brigadas eleitorais para conter violência política de gênero durante o pleito

Redação

Publicado em: 27 de abril de 2026

4 min.
Proposta no STF quer proteger mulheres candidatas nas eleições - Foto: Divulgação/Rosinei Coutinho/ STF

Proposta no STF quer proteger mulheres candidatas nas eleições - Foto: Divulgação/Rosinei Coutinho/ STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, propôs a criação de brigadas eleitorais voltadas à proteção de mulheres candidatas nas eleições de outubro. A sugestão foi apresentada durante uma aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com foco no enfrentamento da violência contra a mulher.

A iniciativa busca reduzir episódios de violência política de gênero, que têm se intensificado no país, especialmente durante períodos eleitorais.

Proposta mira proteção imediata

Segundo a ministra, a ideia é criar um modelo semelhante ao das brigadas da Lei Maria da Penha, que atuam de forma rápida para evitar agravamento de situações de risco.

“Se a gente não criar, teremos cada vez mais violência sendo praticada”, afirmou Cármen Lúcia ao defender a medida com base em sua experiência à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2024.

A proposta ainda não é formal, mas levanta o debate sobre mecanismos institucionais de proteção às candidaturas femininas.

Violência política e desafio cultural

Durante a palestra, a ministra também destacou que o combate à violência contra a mulher exige mudanças culturais profundas.

Para ela, é necessário garantir que os direitos fundamentais das mulheres sejam respeitados plenamente, inclusive no ambiente político, onde ainda há barreiras e ameaças frequentes.

Mudança no comando do TSE

Cármen Lúcia não estará à frente das eleições deste ano. Em abril, o Tribunal Superior Eleitoral elegeu o ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente da Corte, tendo André Mendonça como vice.

A escolha seguiu o critério de antiguidade entre os ministros do STF e foi realizada por votação simbólica com uso de urna eletrônica.

Desafio será reduzir tensão política

Ao assumir o comando do TSE, Nunes Marques terá como um dos principais desafios a condução do processo eleitoral em meio à polarização política no país.

A proposta mencionada pela ministra reforça a preocupação institucional com a segurança e a participação feminina nas eleições, tema que deve ganhar espaço no debate público nos próximos meses.


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