A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina intensificou o alerta para que a população dos grupos prioritários procure as unidades de saúde e se vacine contra a gripe. A mobilização ocorre diante da proximidade do inverno, período em que há aumento significativo na circulação de vírus respiratórios.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a cobertura vacinal no estado ainda está abaixo do esperado, especialmente entre os públicos mais vulneráveis. Os índices atuais mostram que apenas 15,21% das crianças de 6 meses a 6 anos foram imunizadas, enquanto gestantes atingem 29,10% e idosos, 30,83%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%.
O diretor da Dive, João Augusto Fuck, alerta que a baixa adesão preocupa principalmente entre as crianças. De acordo com ele, esse grupo apresenta maior risco de complicações causadas pela influenza, cenário que tende a se agravar com a queda das temperaturas.
Além disso, regiões tradicionalmente mais frias, como a Serra catarinense e o Meio-Oeste, também apresentam índices considerados baixos, com coberturas de 33,57% e 34,10%, respectivamente.
Por que a vacinação é essencial
A vacina contra a gripe é considerada a forma mais eficaz de prevenção contra a doença e suas complicações. Entre os principais benefícios, estão:
- Redução do risco de internações
- Prevenção de agravamento de doenças respiratórias
- Proteção dos grupos mais vulneráveis
- Diminuição da circulação do vírus
A imunização oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o estado.
Como funciona a vacina
O imunizante aplicado na campanha é do tipo trivalente, atualizado anualmente para proteger contra os principais vírus em circulação no país:
- Influenza A (H1N1)
- Influenza A (H3N2)
- Influenza B
A proteção completa ocorre entre duas e três semanas após a aplicação. A vacina não causa gripe e pode ser administrada junto com outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.
Quem deve se vacinar
A campanha é voltada principalmente para os grupos prioritários, considerados mais suscetíveis a complicações:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Gestantes
- Idosos com 60 anos ou mais
- Pessoas com comorbidades
- Profissionais da saúde e da educação
A orientação das autoridades de saúde é que a vacinação seja feita o quanto antes, garantindo proteção antes do período mais crítico do ano.
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