A Polícia Federal afirmou ter identificado indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações fazem parte da investigação da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7).
Segundo a PF, além dos pagamentos, o parlamentar também teria recebido benefícios como viagens internacionais, hospedagens, despesas em restaurantes, uso de voos privados e imóveis de alto padrão ligados ao empresário.
A investigação aponta que, em troca das vantagens, Ciro Nogueira teria apresentado projetos de interesse do Banco Master no Congresso. Entre eles está a chamada “Emenda Master”, proposta em 2024, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
De acordo com os investigadores, o texto teria sido elaborado por assessores do banco e entregue ao senador para apresentação no Senado.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há “diversos elementos de prova”, incluindo transferências bancárias, viagens e mensagens eletrônicas trocadas entre investigados.
Com base na decisão, Ciro Nogueira está proibido de manter contato com investigados e testemunhas da operação. O irmão do senador também foi alvo de medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país.
Em nota, a defesa do senador negou irregularidades e afirmou que ele está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
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