O café é uma das bebidas mais consumidas do mundo, ficando atrás apenas da água. Além do sabor marcante e da popularidade global, pesquisas científicas apontam que alguns compostos presentes na bebida podem contribuir para o metabolismo, a queima de gordura e o controle de doenças crônicas.
Consumido sem açúcar ou aditivos, o café preto possui baixo teor calórico, efeito diurético e ação estimulante no sistema nervoso central, ajudando a reduzir a fadiga e aumentar o estado de alerta.
Compostos do café são alvo de estudos
Embora a cafeína seja o componente mais conhecido, o café também contém vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes.
Estudos, como a revisão publicada por Greenberg et al. (2005), sugerem que a cafeína e substâncias como o ácido clorogênico podem estar associadas ao controle do peso corporal e à redução da gordura.
Segundo a Clínica Mayo, a gordura visceral — acumulada ao redor de órgãos como fígado e pâncreas — está ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e distúrbios metabólicos.
Nesse cenário, o café preto tem sido analisado como um possível aliado na redução desse tipo de gordura devido à presença de compostos bioativos e ao baixo número de calorias.
Cafeína pode acelerar o metabolismo
A cafeína atua estimulando o sistema nervoso e pode aumentar temporariamente o metabolismo.
Pesquisas apontam que esse aumento pode variar entre 5% e 20%, fazendo com que o organismo utilize as calorias de forma mais eficiente, inclusive durante o repouso.
O metabolismo corresponde aos processos químicos responsáveis por transformar os alimentos em energia. Apesar dos possíveis benefícios do café, especialistas reforçam a importância de manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente.
Café pode estimular a queima de gordura
Outro efeito estudado é a oxidação de gordura, processo em que o corpo utiliza as reservas de gordura como fonte de energia.
A cafeína estimula a liberação de epinefrina, conhecida como adrenalina, hormônio que sinaliza às células adiposas para liberarem ácidos graxos armazenados.
Esse mecanismo pode contribuir para a redução do acúmulo de gordura corporal ao longo do tempo.
Controle da glicose também está em análise
Algumas pesquisas sugerem que o café pode influenciar o controle dos níveis de açúcar no sangue, embora os resultados científicos ainda sejam considerados contraditórios.
O ácido clorogênico, presente naturalmente no café, possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que participam do processamento da glicose no organismo.
Quando o corpo regula melhor os níveis de açúcar no sangue, a tendência de armazenar gordura visceral pode diminuir.
Consumo deve ser sem açúcar e aditivos
Especialistas recomendam o consumo do café sem açúcar, xaropes ou cremes calóricos para evitar a redução dos possíveis benefícios associados à bebida.
A cafeína também costuma ser utilizada antes da prática de exercícios físicos devido à capacidade de aumentar a energia e melhorar o foco durante as atividades.
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