Caso Orelha tem reviravolta e MP pede arquivamento da investigação

Ministério Público afirma que não encontrou provas suficientes para ligar adolescentes à morte do cão comunitário em Florianópolis

Redação

Publicado em: 12 de maio de 2026

4 min.
Caso Orelha tem reviravolta e MP pede arquivamento da investigação - Foto: Reprodução

Caso Orelha tem reviravolta e MP pede arquivamento da investigação - Foto: Reprodução

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, caso que ganhou repercussão nacional após o animal ser encontrado morto na Praia Brava, em Florianópolis.

O parecer foi protocolado na última sexta-feira (8) e será analisado pela Vara da Infância e Juventude da Capital, responsável pelo processo, que tramita sob sigilo. Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido.

Segundo o MPSC, não foram encontradas provas suficientes para comprovar a participação dos adolescentes investigados no caso. De acordo com a análise das Promotorias de Justiça, os jovens e o cão não estavam juntos na Praia Brava no momento em que teriam ocorrido as agressões.

O Ministério Público também informou que imagens apresentadas durante a investigação apresentaram “lapso temporal”, o que comprometeria a ligação direta entre os suspeitos e o crime.

Investigação reuniu milhares de arquivos

O parecer elaborado pelo MPSC possui cerca de 170 páginas e foi assinado por três Promotorias de Justiça. Conforme o órgão, foram analisados quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotografias, dados de celulares apreendidos e novos depoimentos de testemunhas e adolescentes envolvidos.

Durante a investigação, o Ministério Público solicitou diversas diligências complementares à Polícia Civil, incluindo a exumação do corpo do animal para aprofundar as análises técnicas.

O cão Orelha vivia há aproximadamente dez anos na Praia Brava e era conhecido por moradores e frequentadores da região. O caso provocou grande mobilização nas redes sociais e manifestações cobrando punição aos responsáveis.

Caso segue sob sigilo

A Polícia Civil havia instaurado inquérito por ato infracional análogo a maus-tratos contra animais após imagens e depoimentos indicarem a possível participação de quatro adolescentes.

Além disso, três adultos, familiares dos investigados, chegaram a ser indiciados por suspeita de coação de testemunhas durante as investigações.

Agora, caberá à Justiça decidir se aceita ou não o pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público.


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