Uma operação realizada pelo Procon de São José e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelou irregularidades preocupantes em azeites servidos em restaurantes, pizzarias e lanchonetes da cidade. Os resultados da chamada Operação Gota Limpa foram divulgados nesta quarta-feira (11).
Ao todo, foram fiscalizados 24 estabelecimentos e coletadas 26 amostras para análise laboratorial. O resultado mostrou que quatro delas sequer poderiam ser classificadas como azeite de oliva. Uma foi identificada como óleo composto e outras três apresentaram indícios de fraude, com suspeita de não conter azeite em sua composição.
A situação chamou ainda mais atenção entre os produtos classificados como azeite extravirgem. Das 20 amostras analisadas, apenas uma atendeu aos padrões de qualidade exigidos. Outras dez foram consideradas azeites “lampantes”, categoria imprópria para consumo humano.
Segundo o laudo do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul, os principais problemas estão relacionados ao armazenamento inadequado e ao manuseio incorreto dos produtos. Entre os defeitos encontrados estão sinais de ranço, mofo e fermentação, agravados pelo reuso de galheteiros e pela exposição ao calor e à luz.
O Procon de São José informou que irá analisar os resultados e poderá autuar os estabelecimentos envolvidos. Após os prazos para defesa e recursos, os casos podem resultar na aplicação de multas.
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