A morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, pode voltar ao centro dos debates na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O deputado estadual Mário Motta (PSD) confirmou nesta quarta-feira (11) que obteve as 14 assinaturas necessárias para solicitar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.
A proposta busca apurar possíveis inconsistências na investigação que resultou no arquivamento do caso pelo Ministério Público. Entre os pontos que deverão ser analisados estão a cronologia dos fatos, depoimentos, laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e a condução do inquérito policial.
Segundo o parlamentar, a intenção não é apontar culpados antecipadamente, mas esclarecer questionamentos que surgiram ao longo da investigação.
A CPI também poderá convocar testemunhas, vizinhos, o veterinário que atendeu o animal e autoridades públicas. Entre os possíveis depoentes está o governador Jorginho Mello (PL), que chegou a afirmar ter visto provas consideradas por ele como “de embrulhar o estômago”.
O pedido ainda passará pelas etapas regimentais da Alesc, incluindo leitura em plenário, análise jurídica e definição dos integrantes da comissão antes do início efetivo das investigações.
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