Câmara de Florianópolis debate crimes na Galheta e anuncia fiscalização com drones

Audiência na Câmara de Florianópolis debateu turismo sexual, crimes nas trilhas e reforço da segurança na praia naturista

Redação

Publicado em: 23 de junho de 2026

4 min.
Câmara de Florianópolis debate crimes na Galheta e anuncia fiscalização com drones - Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Florianópolis

Câmara de Florianópolis debate crimes na Galheta e anuncia fiscalização com drones - Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Florianópolis

A Câmara Municipal de Florianópolis debateu nesta semana uma série de problemas registrados nas trilhas de acesso à Praia da Galheta, no Leste da Ilha. Entre os temas discutidos durante audiência pública estiveram denúncias de importunação sexual, furtos, tráfico de drogas e a suposta promoção da região para turismo sexual.

O encontro reuniu vereadores, representantes das forças de segurança, da Floram, da Secretaria Municipal de Segurança e entidades ligadas ao naturismo. Durante a audiência, o representante da Associação Amigos da Galheta (Agal) e da Federação Brasileira de Naturismo, Anselmo Machado, afirmou que o movimento naturista é contrário a qualquer prática ilícita e cobra há mais de duas décadas maior presença do poder público na área.

Entre as propostas apresentadas estão a instalação de câmeras de monitoramento, reforço na fiscalização e um modelo de gestão compartilhada para a região. A preocupação também envolve a preservação ambiental e a manutenção da prática do naturismo dentro dos limites legais.

A vereadora Carla Ayres defendeu o aprofundamento das investigações sobre possíveis canais que promovem a Galheta como destino para turismo sexual. Segundo ela, o problema não se restringe à praia e exige ações permanentes de fiscalização e ordenamento urbano.

Ao final da audiência, o vereador Rafinha anunciou novos encaminhamentos para reforçar a segurança no local.

“No curto prazo, a gente tem um encaminhamento das forças de segurança, novas rodadas de fiscalização com utilização de inteligência artificial, drones térmicos para prender os malfeitores. A gente precisa de exemplos presos para mostrar que aqui não é lugar pra fazer turismo sexual”, afirmou.

As propostas debatidas deverão subsidiar futuras ações dos órgãos competentes para ampliar a segurança, preservar o meio ambiente e garantir o uso adequado do espaço público.

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