Operação policial resultou na apreensão de uma carga ilegal avaliada em cerca de R$ 20 milhões na tarde dessa segunda-feira (20), em Itapema. A carreta abordada pela da Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportava milhares de eletrônicos, medicamentos, insumos químicos e equipamentos hospitalares importados sem documentação fiscal.
A ação foi realizada após um trabalho conjunto de inteligência entre equipes da PRF de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O compartilhamento de informações permitiu identificar e interceptar o caminhão antes que a carga fosse distribuída no mercado clandestino.
Mais de 1.700 celulares e 2,5 mil relógios inteligentes
Durante a fiscalização, os policiais encontraram centenas de caixas com produtos de origem estrangeira escondidos na carroceria da carreta. Entre os itens apreendidos estavam:
- 900 smartphones de uma fabricante norte-americana;
- 832 celulares de uma fabricante sul-coreana;
- Mais de 2.500 relógios inteligentes.
Somente os mais de 1.700 smartphones apreendidos estão avaliados em aproximadamente R$ 14,4 milhões.
Carga também transportava insumos médicos e equipamentos hospitalares
Além dos eletrônicos, a carreta levava produtos sujeitos a rígido controle sanitário e regulatório, entre eles:
- Sete paletes de suplementos alimentares;
- Quatro paletes de insumos químicos utilizados na fabricação de medicamentos;
- Dois equipamentos importados para exames e análises oftalmológicas, avaliados em cerca de R$ 150 mil cada.
Segundo a PRF, todos os produtos eram de origem estrangeira e entraram irregularmente no Brasil.
Mercadorias foram levadas para a Polícia Federal
De acordo com a PRF, a carga caracteriza os crimes de contrabando, quando há importação de mercadorias proibidas ou sem autorização de órgãos competentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e descaminho, que consiste na entrada de produtos permitidos sem o pagamento dos tributos devidos.
A carreta e toda a mercadoria foram encaminhadas à sede da Polícia Federal, em Itajaí. Posteriormente, os produtos serão destinados à Receita Federal para os procedimentos legais.
Segundo a legislação brasileira, os responsáveis pelo transporte e pela receptação das mercadorias podem responder pelos crimes de contrabando e descaminho, cujas penas somadas podem ultrapassar nove anos de prisão.
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