Síndrome de Burnout é reconhecida como doença

O termo foi incluído na 11ª versão da Classificação Internacional de Doenças a partir do dia 1° de janeiro de 2022.

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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A Síndrome de Burnout, termo em inglês que, em tradução literal pode ser entendida como “sem energia”, é conhecida como um estresse crônico relacionado ao trabalho. Tendo se popularizado e entrado em debate nos últimos anos, principalmente no contexto da pandemia, a síndrome mudou de patamar neste ano e passou a ser reconhecida como doença.

O termo foi incluído na 11ª versão da Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, que passou a vigorar a partir do primeiro dia de 2022, sábado (1°). O presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, afirma que a inclusão da Síndrome de Burnout no documento pode ajudar na prevenção e tratamento da condição clínica.

A atualização da CID foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde em junho de 2018. De lá para cá, os mais de 100 países que utilizam a ferramenta puderam debater e planejar seu uso, preparar traduções e treinar profissionais de saúde.

A CID-11 é a base para identificar tendências e estáticas de saúde em todo mundo e contém mais 55 mil códigos únicos para lesões, doenças e causas de morte, que permitem o compartilhamento de informações de saúde em nível global.

 

 

Burnout

Segundo o médico e neurocientista, dr. Jô Furlan, o problema vem sendo entendido como uma doença ligada ao trabalho e que a princípio não era levada a sério. Em muitos casos, uma sobrecarga no serviço tem potencial de ser o estopim que dá origem a sintomas psicológicos e até mesmo físicos, como febre, dor de cabeça, desmaios, vômitos, insônia e um cansaço sem fim.

“A exaustão física ou mental, muitas vezes era ligada ao quanto trabalhamos e não ao como isso está esgotando cada ser humano. Portanto, a utilização do termo síndrome do esgotamento profissional ajuda as pessoas a entenderem o que é essa patologia”, destaca o neurocientista.

Ele ainda afirma que o estresse normalmente é fruto da má gestão da relação intra e interpessoal, de modo que, quando a pessoa não consegue administrar, aumenta o grau de estresse negativo, que é o distress. “Isso gera um processo crônico, que vai se refletir tanto no comprometimento físico quanto mental. E consequentemente ocasionando uma diminuição de produtividade”, explica.

O dr. Furlan acrescenta que a Síndrome de Burnout acomete tanto mulheres quanto homens, mas como a mulher está mais sujeita a quadros de suscetibilidade emocional por ser multitarefa, leva-a se esgotar com mais facilidade pela sobrecarga de atividades.

 

 

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