Uma árvore foi cortada após uma perícia identificar que suas raízes estavam invadindo a rede de esgoto do prédio da prefeitura de Barra Velha. Segundo o laudo técnico, o problema é considerado um processo progressivo e de difícil reversão, com possibilidade de novos danos caso nenhuma medida fosse adotada.
A análise foi realizada no ramal de descarga do sistema predial, formado por tubulações de 100 milímetros. Durante a manutenção, foi necessário retirar bacias sanitárias para acessar o interior dos canos, onde foi encontrada uma grande quantidade de raízes bloqueando o fluxo de efluentes.
Risco de novos problemas
Uma desobstrução emergencial chegou a ser feita com tração manual e cabos de aço flexíveis. Porém, os profissionais apontaram que não seria possível garantir a eliminação da causa do problema.
Conforme o parecer, a natureza do sistema radicular da figueira fazia com que a reincidência da obstrução fosse considerada constante e iminente.
Entre os riscos apontados estavam o rompimento de conexões e juntas da rede subterrânea, o extravasamento de esgoto bruto e possíveis impactos à saúde pública e ao meio ambiente. O laudo também citou, em cenário mais grave, o risco de comprometimento das fundações do prédio administrativo.
O parecer técnico foi registrado por meio de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao CREA-SC e encaminhado à Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), que manifestou não oposição ao corte.
Segundo as informações apresentadas, a decisão considerou os riscos apontados no laudo, o fato de a árvore ser exótica e a inexistência de impedimento legal para o corte.
Diante disso, a administração municipal realizou a retirada da árvore e informou que a medida também permitirá melhorias na rede hidrossanitária do prédio.
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