A obesidade é uma doença crônica. E uma pessoa começa a ser considerada obesa quando o seu Índice de Massa Corporal (IMC) se torna maior ou igual a 30 kg/m2. A faixa de peso normal para o ser humano fica variando entre 18,5 e 24,9 kg/m2.
As pessoas que têm o IMC entre 25 e 29,9 kg/m2 já têm um certo sobrepeso. Desta forma, já podem obter algum tipo de prejuízo por conter esse excesso de gordura.
Os dados mostrados acima, são informações básicas sobre o assunto. Mas mesmo assim mitos tomam o lugar da informação verdadeira, sobre o tema. Assim acabam se tornando algo correto, como por exemplo: Pessoas com obesidade são preguiçosas; Para reduzir a obesidade, basta comer menos e se mexer mais; Se seu familiar é obeso, você também vai ser. E essas são algumas das lendas criadas pelo homem.
A nutricionista Raissa Nascimento fala sobre a doença e esses mitos criados pelo ser humano. “Essas frases são bem comuns em muitos círculos sociais, principalmente na família e durante a infância, onde as pessoas fazem comentários, colocando expectativas e palpites sobre a saúde de outras. Em alguns casos os comentários deixam de ser uma preocupação com a saúde e se tornam maldosos, mesmo que sem essa intenção, podendo gerar consequências comportamentais futuras e até mesmo transtornos alimentares como a anorexia, bulimia e até compulsão alimentar.”, comenta.
“A obesidade é uma doença crônica que não se resume a uma pessoa comendo demais ou desanimada com mudanças, realmente existe uma predisposição genética que aumenta as chances de desenvolvê-la, entretanto essa predisposição acontece em muitas doenças, não é algo exclusivo da obesidade e não podemos resumir o quadro a apenas um fator, visto que a obesidade apresenta uma questão multifatorial, na qual a solução não é apenas comer menos, devemos nos atentar e entender que existem influencias psicológicas, socioculturais e econômicas.”
“Podem existir, ainda, síndromes metabólicas e alterações hormonais que geram impacto sobre o quadro, até mesmo nossas noites de sono, o ambiente em que estamos inseridos e as relações sociais geram gatilhos para o desenvolvimento da doença. Todavia é imprescindível adotarmos bons hábitos alimentares, atividades que movimentem nosso corpo, visto que o sedentarismo também é um fator que está associado a obesidade e estar em uma rotina vai facilitar esse processo”, completa.
Ela fala também se qualquer pessoa pode desenvolver doenças cardíacas ou apenas pessoas com obesidade (outro mito). “Problemas cardiovasculares não são exclusivos da obesidade, outras pessoas podem apresentar esse quadro sim, entretanto a obesidade está associada ao aumento do risco dessas doenças por conta do acúmulo de gordura no organismo que também aumenta o risco de doenças como hipertensão arterial, aumento do colesterol e triglicérides, diabetes, gordura no fígado, acidente vascular cerebral e pode estar associado, ainda, ao surgimento de alguns tipos de câncer”, destaca.
E por fim Raissa fala sobre se existe uma prevenção contra a obesidade. “A prevenção da obesidade permeia a adoção de hábitos alimentares saudáveis, a prática regular de atividades físicas e boas noites de sono, além disso algumas orientações podem te ajudar a manter um peso saudável”, afirma a nutricionista.
Raissa ainda passou umas dicas a respeito da prevenção:
Respeitar os horários para as refeições e evitar beliscos;
•Não deixe de tomar o café da manhã;
•Não exagere na quantidade de comida e número de refeições diárias;
•Evite alimentos ultra processados como refrigerantes, miojo, doces e salgadinhos e embutidos como mortadela, salsicha, bacon, salame e presuntos;
•Preferir: alimentos naturais como grãos integrais, leguminosas, cereais, raízes, frutas, verdura e carnes com baixo teor de gorduras;
•Consuma alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes, verduras e cereais integrais (arroz integral, macarrão integral, pães integrais). A fibra dos alimentos auxilia na saciedade;
•Legumes e verduras devem estar presentes no almoço e no jantar. Bem como frutas devem estar presentes nos lanches;
•As refeições devem ser realizadas em ambientes tranquilos e sem distrações, com foco na alimentação. O momento da refeição não deve estar associado a uso de aparelhos eletrônicos (televisão, celular, tablete, vídeo-game);
•Não tenha uma alimentação restritivas ou reduzidas em calorias. Isto gera um estresse muito grande em uma fase da vida que nutrientes são essenciais para o crescimento adequado,. •Substitua alimentos industrializados por alimentos naturais;
•Praticar atividade física diariamente.
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