Semana do meio ambiente: Criciúma é marcada por protestos contra o desmatamento do Morro do Céu

Movimento Salve o Morro do Céu realizou protestos neste domingo (4) contra sondagem do solo realizada em área de amortecimento

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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A semana do meio ambiente ficou marcada por protestos em Criciúma. O movimento Salve o Morro do Céu realizou, neste domingo (4), uma manifestação em prol da área de preservação criciumense. O objetivo foi demonstrar insatisfação com o recente desmatamento da região do Morro do Céu.

Uma empresa terceirizada foi responsável pela abertura de uma trilha de aproximadamente 100 metros na zona de amortecimento, com objetivo de fazer uma sondagem do solo. O que ocasionou o corte de árvores de pequeno, médio e grande porte.

A área do Morro do Céu é protegida por uma liminar, concedida através de ação popular. De acordo com a determinação judicial, a região só poderia ser explorada ou modificada após notificação e liberação da Diretoria de Meio Ambiente de Criciúma (DMACRI).

A DMACRI notificou a empreiteira na segunda-feira (22), em R$ 5 mil, e solicitou cessão imediata das obras, porém a empresa continua atuando na região. Os líderes do movimento Salve o Morro do Céu, aguardam uma posição do Ministério Público sobre a condição da zona de preservação. “Somos os guardiões nesse momento”, alegou o integrante do movimento, Jurandir Cunha.

De acordo com a bióloga pós graduada em ciências ambientais, Karolaine Supi, a especulação imobiliária é uma das principais causadoras do desmatamento da mata atlântica. “Uma coisa que tem martelado muito em cima do bioma da mata atlântica atualmente é a expansão urbana desordenada”, disse.

Mata atlântica

O Morro do Céu é considerado parte da mata atlântica brasileira. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a mata atlântica é responsável pela concentração de 35% das espécies vegetais existentes no Brasil. O bioma é encontrado em 17 estados do Brasil, incluindo Santa Catarina. Segundo Karolaine, a mata atlântica é o lar de 72% dos brasileiros.

Apesar de ser um bioma presente em grande parte do território nacional, Karoilaine reiterou que também é o mais ameaçado. A urbanização das áreas de preservação e o desmatamento em massa promovido pela pecuária são os principais agentes de desmanche da mata atlântica.

Além da importância para preservação da fauna e flora brasileira, as áreas da mata atlântica, circundadas por zonas urbanas, são responsáveis pela regulação climática da região. O desmatamento destas áreas pode ocasionar em chuvas excessivas, enfraquecimento do solo e aumento na temperatura média. “Um exemplo perfeito de preservação é o Morro do Céu, que reflete em uma ilha verde em meio a uma selva de pedra, que é Criciúma”, finalizou Karolaine.

 

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