Um estudo divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que, até 2025, o Brasil poderá ter 704 mil novos casos de câncer diagnosticados anualmente, com destaque para os 74 mil casos de câncer de mama. Diante desses dados preocupantes, o alerta para as mulheres é claro: é fundamental cuidar da saúde e estar atenta aos exames de rastreamento, como a mamografia a partir dos 40 anos. O diagnóstico precoce desempenha um papel fundamental nas chances de cura, alcançando até 90% de sucesso quando a doença é detectada em estágios iniciais.
O câncer de mama é uma doença multifatorial, ou seja, não possui uma única causa. Os fatores de risco incluem o ambiente em que a mulher está exposta, os hábitos adquiridos ao longo da vida e o fator hereditário, que leva em consideração o histórico familiar da doença.
Mulheres que possuem parentes de primeiro grau, como mãe, irmã ou filha, com câncer de mama apresentam um risco maior de desenvolver a doença. Nesses casos, a possibilidade de desenvolver o câncer praticamente dobra. Dos casos de câncer de mama diagnosticados anualmente no Brasil, 10% deles são atribuídos a fatores hereditários, como as mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis pela síndrome de câncer de mama e ovário hereditários. No entanto, é importante ressaltar que o fator hereditário não é determinante, ou seja, nem todas as mulheres com histórico familiar de câncer de mama desenvolverão a doença, assim como aquelas sem histórico também não estão livres do risco de desenvolvê-la.
É essencial que as mulheres com histórico familiar de câncer de mama conversem com seu ginecologista de confiança, que poderá encaminhá-las, se necessário, a um mastologista, especialista em saúde mamária. Além disso, é recomendado que essas mulheres realizem exames preventivos antes dos 40 anos, ou seja, 10 anos antes da idade em que um familiar foi diagnosticado com a doença. Por exemplo, se a mãe de uma paciente teve câncer de mama aos 45 anos, o ideal é que a filha inicie os exames preventivos a partir dos 35 anos.
Outra opção disponível é o mapeamento genético da paciente, no qual é possível traçar um histórico de incidência de câncer nas três gerações anteriores, em média, para avaliar os riscos. Esse teste leva em consideração dados como a idade em que a familiar foi diagnosticada com câncer, o órgão afetado e se a doença evoluiu para óbito. Com essas informações, o profissional de saúde poderá avaliar as chances de desenvolvimento do câncer de mama e traçar um plano de tratamento preventivo e acompanhamento mais cuidadoso e personalizado, levando em conta as particularidades de cada caso.
O médico também pode solicitar, se necessário, um teste genético sanguíneo para identificar possíveis falhas genéticas e monitorar de perto as chances de desenvolvimento da doença na mulher. No entanto, é importante ressaltar que esse teste está disponível apenas na rede privada de saúde.
Fonte: INCA
Receba no WhatsApp e na newsletter as principais notícias da sua região, alertas de serviço e os destaques de Santa Catarina, com a curadoria do SCTODODIA.



