Santa Catarina tem se destacado no cenário nacional como um polo importante no setor de saúde, com um total de 26.123 empresas atuantes na área, de acordo com dados recentes do Painel do Sebrae divulgados neste ano. Essa robusta presença no mercado de saúde é composta principalmente por microempresas, somando 15.914 estabelecimentos. Além disso, os Microempreendedores Individuais (MEIs) contam com 4.115 representantes, e as Empresas de Pequeno Porte totalizam 2.957 estabelecimentos. Paralelamente, o estado registra 4,7 mil empresas no setor farmacêutico.
As cidades que mais se destacam no cenário empresarial de saúde são Florianópolis, com 4.212 empresas, Joinville com 2.252, Blumenau com 1.656, Balneário Camboriú com 1.199 e São José com 1.092 estabelecimentos. Esse cenário reflete o dinamismo e a diversidade do setor de saúde no estado catarinense.
Para Silvio Dreveck, secretário da Indústria, do Comércio e do Serviço (Sicos), o setor de serviços desempenha um papel crucial na economia, abrangendo diversos segmentos, desde a indústria até o comércio e os atendimentos médicos. Ele destaca que o mercado de saúde está em constante evolução e, portanto, os empresários e empreendedores precisam se manter atualizados com conhecimentos e tecnologias inovadoras.
A importância do setor de saúde vai além dos aspectos econômicos, estendendo-se ao bem-estar da população. Fabiano Ceretta, diretor de Micro e Pequena Empresa e Planejamento da Sicos, ressalta a necessidade de políticas públicas que garantam a qualidade e a acessibilidade dos serviços de saúde para todos. Ele destaca que essas políticas estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o objetivo de "Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades".
Ceretta enfatiza que a busca por cumprir esses ODS está impulsionando as políticas públicas em Santa Catarina, incluindo incentivos como o programa Juro Zero, que auxilia os Microempreendedores Individuais (MEIs) e o futuro Pronampe SC, que visa beneficiar as microempresas do setor. Esses recursos podem ser direcionados para investimentos em tecnologia e inovação, especialmente relevantes após a aceleração da digitalização provocada pela pandemia.
A crescente presença das empresas de saúde em Santa Catarina, aliada ao compromisso com políticas públicas direcionadas e inovação, promete contribuir para o aprimoramento dos serviços, o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da população do estado.
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