Durante desfile cívico-militar, familiares que denunciam ato de racismo se manifestam contra ação da PM

Caso aconteceu no último sábado, dia 2, no bairro Comerciário em Criciúma

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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No último fim de semana a denúncia a respeito de uma ação da Polícia Militar (PM) durante uma abordagem chamou a atenção em Criciúma. Uma família que estava em uma festa em uma residência no bairro Comerciário acusou os policiais que foram até o local de cometerem atitudes racistas. O caso repercurtiu após a família divulgar um vídeo da abordagem nas redes sociais. Nas imagens, um dos moradores acusa os policiais de utilizarem balas de borracha durante a ação. O autor do vídeo ainda mostra ferimentos que teriam sido causados pelo disparo.

Ao longo desta semana, alguns atos relacionados ao caso aconteceram. Entre eles, a tomada de depoimentos dos familiares no batalhão e a abertura de um inquérito policial militar para apurar as denúncias contra os policiais envolvidos. Além disso, em resposta ao acontecimento, na manhã desta quinta-feira, dia 7, a familia Damázio apoiada pelo Movimento Negro de Criciúma realizou um prostesto durante o desfile cívico-militar de 7 de setembro. 

“O Movimento Negro de Criciúma desfila em todos os anos. Mas neste ano não desfilaria. Porém, esse acontecimento fez com que viéssemos para a avenida mostrar para a população criciumense o que está acontecendo. A única coisa que a gente queria era ser ouvido e que anunciassem que estávamos ali”, frisou a representando do Movimento Negro de Criciúma, Raquel Damázio da Costa. 

 

Atualização do caso

De acordo com o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Mário Luiz Silva, na última segunda-feira, dia 4, foram iniciados os procedimentos administrativos da apuração do caso. “Eu determinei a abertura do inquérito policial militar que já está instaurado. E o tenente encarregado já iniciou a tomada de depoimentos”, destacou.

Ainda nessa quarta-feira, dia 6, os familiares envolvidos na ocorrência estiveram no batalhão. “Todos já prestaram depoimento nos autos do inquérito. Os familiares que estavam na casa, que insurgem-se contra a PM, já foram ouvidos. Vamos tocar o inquérito até que possamos apurar eventual responsabilidade”, frisou. 

Agora, nos próximos dias, será iniciado o processo de coleta de provas materiais, imagens, áudios e testemunhas.

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