Anteriormente funcionários da Igreja Mundial do Poder de Deus realizaram uma greve, devido ao atraso de seus salários. Uma das funcionárias acabou recebendo uma indenização, após o líder da instituição, Valdemiro Santiago, dizer palavras ofensivas a quem aderiu a paralização, afirmando que os empregados que estavam participando do movimento eram “imundos” e possuídas por demônios”.
Uma testemunha, que foi chamada pela funcionária, para depor no processo, disse que o pastor afirmou que “os funcionários que estavam em greve não eram dignos de trabalharem lá, eram ingratos” e que também “mandaria todos embora em razão dos grevistas e terceirizaria tudo”.
A igreja realizou um posicionamento a respeito do caso, e disse que, não tem conhecimento dessas declarações feitas pelo líder.
De acordo com a sentença da juíza, Fernanda Zanon Marchetti, a igreja teria confessado, de maneira indireta, sua culpa na sentença de condenação.
A juíza também afirmou que “a crença religiosa não pode servir” de desculpa para agredir pessoas, “de forma deliberada, qualificando-as pejorativamente”.
“Palavras impensadas ditas em um púlpito diante de milhares de pessoas (fiéis seguidores), devem ser frontalmente repudiadas pelo poder Judiciário”, destaca a juíza responsável pelo caso. “Não se tratando de uma afronta à liberdade religiosa ou controle das pregações, mas de coibir abusos praticados, que poderiam incitar violência na multidão.”
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