A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) investiga dois acidentes com crianças que ocorreram em Centros de Educação infantil (CEIs) da instituição. Os casos envolvem um bebê que foi mordido por outro aluno e uma criança que teve um dos pés queimado.
O primeiro caso, de um bebê que foi mordido no rosto, ocorreu na quinta-feira, dia 18, no bairro Próspera. A mãe da criança, de 14 meses, relatou que foram constatadas pelo menos cinco mordidas no rosto dela. As mordidas teriam acontecido na hora do sono, quando a professora foi até a porta para receber uma criança, ficando de costas para os outros bebês.
Neste momento, outra criança teria mordido a menina, poucos minutos antes das 13 horas. A mãe foi chamada na creche por volta das 14 horas, esteve no local e levou a criança até a Polícia Civil para realizar o exame de corpo delito da criança.
“O professor estava provavelmente fazendo a entrega de outra criança na porta a um pai e nesse momento ocorreu o fato. Tudo isso está no relatório e estamos encaminhando, até para dar uma resposta a família e a sociedade”, explicou o presidente da Afasc, Adriano Boaroli, ao jornalista Denis Luciano, na Rádio Cidade em Dia.
O outro caso que chamou a atenção ocorreu na sexta-feira, dia 19, quando uma criança teve o pé queimado em uma creche da Afasc no bairro Santa Luzia. Possivelmente a queimadura ocorreu com água quente, durante a higiene do bebê. A Afasc também foi notificada e está investigando o caso para verificar se o chuveiro apresentou algum defeito.
“Em oito anos de instituição nunca ocorreu um fato parecido. Além do procedimento de ouvir a professora e quem estava na sala, também encaminhamos agora pela manhã profissionais para verificar os equipamentos, se o chuveiro está com condição regular, para ver se teve falha mecânica ou na hora do manuseio”, explica.
Segundo Boaroli, foi aberto um processo administrativo para apurar os dois casos. Professores, familiares e todos os envolvidos estão sendo ouvidos para a resolução das situações. Segundo a instituição, as crianças e familiares vão receber todo o apoio necessário e atendimento de profissionais, como psicólogo.
“A professora, que tem 10 anos de profissão, cuida muito bem das crianças. São situações raras na rotina da Afasc, não acontece. A guarda da criança está sob os cuidados da Afasc, existe sim um responsável. Nós vamos chegar a esta conclusão, mas com justiça. Não podemos cometer injustiças pois você acaba em uma condição e talvez rotulando ou cometendo um ato injusto”, frisa Boaroli.
Fonte: Afasc
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