Vereadores aprovam projeto polêmico e população se revolta 

O Projeto de Lei aprovado na reunião de ontem (15) na Câmara de Vereadores de Itapema substitui médicos especialistas por cargos políticos

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Os vereadores de Itapema, no Litoral Centro-Norte, aprovaram na reunião ordinária de terça-feira (15), um projeto do Executivo que cria quatro novos cargos no hospital, que tem sua gestão municipal. A decisão revoltou muitos moradores, principalmente porque, para criar esses novos cargos, foram eliminadas três vagas de profissionais médicos essenciais para o atendimento à saúde da população: um médico cardiologista, um neuropediatra e um cirurgião dentista. 

Esses novos cargos terão um custo mensal de quase R$ 49 mil para os cofres públicos. Eles incluem dois cargos de assistente de controladoria e gestão hospitalar, com salários de R$ 12 mil cada, um diretor de marketing para o programa de humanização, que ganhará cerca de R$ 11,5 mil, e um assessor de transporte, com salário de R$ 10 mil. Juntos, os salários dos três médicos especialistas representavam para o hospital um custo de R$ 56 mil mensais. Os novos cargos políticos custarão um pouco menos, no entanto, o grande problema é que a população ficará sem esses médicos tão necessários.

A decisão gerou críticas. Muitas famílias em Itapema dependem de consultas com cardiologistas ou com neuropediatras para cuidar de seus filhos. Agora, sem essas vagas no hospital, o atendimento pode ficar ainda mais difícil e as filas de espera podem aumentar.

Quatro vereadores – Elizabeth Rocha Medeiros (PSD), Adriano Pivotto (Podemos), Raquel Aparecida Josino (União) e Leonardo Arlindo Cordeiro (MDB) – votaram contra o projeto e se mostraram indignados com a decisão. Eles dizem que trocar cargos técnicos de médicos por cargos políticos é um grande prejuízo para a população. A vereadora Raquel disse que muitas mães estão na fila há meses aguardando atendimento com um neuropediatra, e agora essa vaga foi eliminada para dar lugar a cargos que, na visão dela, são menos importantes.

O projeto de lei também foi criticado por moradores de Itapema nas redes sociais. Eles questionam por que a prefeitura decidiu cortar vagas de médicos e criar cargos administrativos que, segundo eles, não ajudarão a melhorar diretamente o atendimento hospitalar. As críticas sugerem que esses novos cargos estão mais relacionados a interesses políticos do que às necessidades reais da saúde da população.

Nenhum vereador que aprovou o Projeto de Lei encaminhado pela prefeita Nilza Simas (PL) respondeu às críticas que continuam sendo feitas nas redes sociais. A expectativa é que o tema continue gerando debates na cidade, com a população exigindo explicações e questionando o futuro da saúde pública em Itapema.

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