SC adere a cadastro nacional de desaparecidos

Estado integra sistema com 86 mil registros e fortalece busca com ferramentas digitais e estrutura pioneira

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Santa Catarina confirmou adesão ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), plataforma lançada pelo Ministério da Justiça para unificar dados e ampliar as buscas em todo o país. O sistema, que já reúne mais de 86 mil registros, deve facilitar a localização de pessoas por meio da integração de boletins de ocorrência e dados genéticos.

Com três bancos de dados — públicos, sigilosos e genéticos — o CNPD permite o acesso a banners com imagem, nome e dados básicos das pessoas desaparecidas, além de ferramentas para consulta, compartilhamento em redes sociais, envio de informações às autoridades e confirmação de localização por QR Code. Doze estados já estão integrados ao sistema, e SC deve concluir os trâmites técnicos nos próximos dias.

O estado é referência nacional no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. A Polícia Civil de Santa Catarina abriga a Delegacia de Proteção às Pessoas Desaparecidas (DPPD), primeira do Brasil com foco exclusivo nessa temática. Além disso, foi pioneira na implantação do Procedimento Policial Eletrônico (PPe), que digitalizou 100% dos registros e permitirá rápida integração ao novo sistema.

Outro diferencial catarinense é o programa SOS Desaparecidos, da Polícia Militar, que atua na prevenção e mobilização comunitária. Santa Catarina é o único estado com uma estrutura militar dedicada exclusivamente à busca de pessoas desaparecidas.

Dados do Ministério da Justiça apontam que o Brasil registra, em média, mais de 220 desaparecimentos por dia. Em Santa Catarina, a agilidade no registro e na divulgação oficial é considerada um dos principais fatores para o alto índice de localização de pessoas — o terceiro maior do país.

Em caso de desaparecimento, o boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente, sem necessidade de aguardar 24 horas, e pode ser registrado em qualquer delegacia ou pela internet. O Ministério reforça que apenas contatos oficiais da polícia devem ser usados em divulgações públicas, para evitar golpes.

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