Autismo: MPSC pressiona Prefeitura de Florianópolis por transporte

Órgão quer que carteira estadual do autismo seja aceita sem exigir novos laudos médicos para acesso ao transporte público

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recomendou que a Prefeitura de Florianópolis simplifique o acesso de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) ao transporte público da capital. A orientação é que o município passe a reconhecer a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) como documento suficiente para garantir o direito à Carteira Especial de Transporte Público, sem exigir novos laudos médicos.

A recomendação foi encaminhada à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Infraestrutura após o MPSC identificar que famílias estavam enfrentando dificuldades para obter o benefício. Em alguns casos, servidores exigiam documentos adicionais ou laudos atualizados, mesmo quando a CIPTEA já comprovava oficialmente a condição.

O que muda com a recomendação

De acordo com o Ministério Público, a mudança pretende eliminar burocracias e facilitar o acesso ao transporte coletivo para pessoas com autismo.

Entre as orientações do órgão estão:

  • Reconhecer formalmente a CIPTEA como documento suficiente para comprovar a deficiência permanente;
  • Orientar servidores e empresas do transporte coletivo a aceitar o documento sem exigir novos laudos médicos;
  • Implementar as mudanças no procedimento no prazo de até 60 dias.

Caso a recomendação não seja cumprida, o Ministério Público pode adotar medidas judiciais, incluindo a possibilidade de uma ação civil pública.

Direito já previsto em lei

Segundo o promotor de Justiça Fabrício José Cavalcanti, da 30ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pela área da cidadania, a exigência de novos laudos cria obstáculos desnecessários para as famílias.

A legislação federal que instituiu a CIPTEA estabelece que o documento deve facilitar o acesso a direitos e garantir prioridade no atendimento em serviços públicos e privados.

Impacto direto na rotina das famílias

Para muitas famílias de pessoas com autismo, o acesso ao transporte público gratuito ou com facilidades representa mais do que economia. A medida garante mais autonomia, inclusão e dignidade no dia a dia, principalmente para crianças que precisam se deslocar com frequência para terapias, consultas e atividades escolares.

A recomendação do MPSC busca justamente evitar processos burocráticos repetitivos que acabam dificultando o acesso a um direito já reconhecido.


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