Possível greve já causa filas em postos na Grande Florianópolis

Motoristas enfrentam filas em postos e alta nos combustíveis na Capital antes de paralisação nacional

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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A possibilidade de uma greve dos caminhoneiros a partir desta quinta-feira (19) já provoca reflexos na Grande Florianópolis. Motoristas da Capital e região se anteciparam e formaram filas em postos de combustíveis nesta quarta-feira (18), diante do receio de desabastecimento e aumento nos preços.

Em Florianópolis, o movimento foi registrado em diversos postos. Filas se formaram especialmente em unidades localizadas em vias de grande fluxo, como a Avenida Mauro Ramos, onde veículos chegaram a se acumular à espera de abastecimento.

Além da alta procura, consumidores também relataram aumento nos preços. Em um posto da Capital, o litro da gasolina subiu de R$ 6,64 para R$ 6,87 no mesmo dia — variação de cerca de R$ 0,20.

Movimento cresce em diferentes regiões da Capital

Na Lagoa da Conceição, onde o fluxo costuma ser mais tranquilo, postos também registraram filas que chegaram até a rodovia. O cenário reforça a corrida atípica por combustível antes da possível paralisação.

A movimentação na Grande Florianópolis acompanha o comportamento observado em outras regiões, mas com maior intensidade devido à concentração urbana.

Outras cidades de SC também registram filas em postos

Cidades como Penha, Balneário Camboriú e Blumenau também tiveram aumento na procura por combustíveis e formação de filas em postos ao longo do dia.

No Litoral Norte, motoristas relataram diferenças de preços que chegam a R$ 0,70 entre estabelecimentos. Em um posto às margens da BR-101, em Penha, o litro da gasolina foi encontrado a R$ 6,29.

Entenda o que pode levar à paralisação

A mobilização dos caminhoneiros ocorre em nível nacional e ainda está em discussão. Entre as principais reivindicações estão:

  • Aumento no preço do diesel
  • Defasagem no valor do frete
  • Não acionamento do “gatilho do frete”

O mecanismo prevê reajustes automáticos no valor do frete conforme a variação do combustível.

Entidades da categoria não descartam a paralisação caso não haja avanço nas negociações com o governo federal.

Fiscalização

A reportagem buscou posicionamento do Procon de Santa Catarina sobre possível fiscalização nos preços dos combustíveis, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.


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