Prefeito de Sangão é afastado por irregularidades em serviços de comunicação prestados ao município

Financiamento ilegal de campanha eleitoral municipal foi descoberta pelas investigações

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Na manhã desta quinta-feira, 07, foi cumprida ordem judicial que visa apurar contratação direta ocorrida de maneira irregular relacionado aos serviços de assessoria de comunicação de marketing e gerenciamento de mídias sociais pela Administração Municipal de Sangão. A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, através da 2° DECOR/DEIC.

De acordo com o apurado, em dezembro de 2023 um dos investigados passou a prestar serviços publicitários para a prefeitura municipal e para o chefe do Executivo sem, contudo, possuir contratos com o ente público. Assim sendo, a fim de viabilizar o pagamento pelos serviços prestados, em fevereiro de 2024, foi criada uma dispensa de licitação para, desta forma, viabilizar o pagamento pelos serviços que já vinham sendo prestados.

O certame apresentou diversas inconsistências, estando, portanto, em desacordo com as exigências legais. Além disto, evidenciou-se que os serviços pagos com recurso público tinham por objetivo financiar a campanha eleitoral municipal do então prefeito que, na eleição corrente, se tornou reeleito.

Diante disto, a Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, através da 2° DECOR, representou por mandados de busca e apreensão, sequestro de valores, afastamentos das funções públicas, proibição de manterem contato entre si e outras medidas cautelares diversas da prisão. Ao todo, nove servidores municipais foram afastados da função pública, incluindo o prefeito reeleito.

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina, através da Sub Procuradoria Geral de Justiça e pelo Geac de Criciúma, manifestou-se pelo deferimento das medidas, restando-as deferidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina através da 3° Câmara Criminal por decisão dos Desembargadores Excelentíssimo Dr. Leopoldo Augusto Bruggemann, Claudio Eduardo Regis de Figueiredo Silva e Ricardo Roesler.

As diligências do dia de hoje foram coordenadas pela 2° DECOR, contando com o apoio de mais de 80 policiais civis da DECOR/DEIC, 1° DECOR, 3° DECOR, 4° DECOR, Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, DRP de Tubarão, DRP de Criciúma, DRP de Laguna, Gaeco e a Polícia Científica.

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