Cerca de R$ 1 milhão em “chips da beleza” são apreendidos e farmácia de manipulação é fechada em Florianópolis

Ação conjunta interditou quatro endereços ligados a empresa que produzia medicamentos injetáveis e hormônios sem seguir normas

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Farmácia de manipulação na região continental da Capital foi alvo de operação conjunta da Polícia Civil de Santa Catarina, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária Estadual fechou, na manhã dessa segunda-feira (26). A ação fiscalizou quatro estabelecimentos da mesma rede. Batizada de “Remédio Amargo”, a iniciativa resultou na apreensão de aproximadamente R$ 1 milhão em medicamentos irregulares, incluindo os populares e caros “chips da beleza”, e na interdição dos locais por risco iminente à saúde pública.

A investigação começou a partir de uma denúncia que apontava falhas graves no processo produtivo e uma série de irregularidades administrativas na empresa. Com mandados judiciais em mãos, as equipes realizaram buscas nos endereços usados para produção, armazenamento e administração do negócio, que distribuía seus produtos em larga escala para diversos estados do Brasil.

O que os agentes encontraram foi alarmante. Foram apreendidos medicamentos injetáveis de alto valor, especialmente os “chips da beleza” – coquetéis de vitaminas e substâncias aplicadas com fins estéticos –, além de outros produtos e hormônios de uso subcutâneo. Todos eram fabricados em desacordo com as rígidas normas sanitárias, sem garantia de esterilização, dosagem correta ou controle de qualidade.

“Diante das irregularidades e do risco à saúde pública, todos os locais vistoriados foram interditados pelas autoridades sanitárias”, informou a Polícia Civil em nota. A medida é preventiva e busca evitar que novos lotes irregulares saiam do local.

Todo o material apreendido, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, foi recolhido e aguarda autorização judicial para destruição. A operação contou também com o apoio de peritos da Polícia Científica para a coleta de provas.

As investigações seguem em andamento para apurar a responsabilidade dos sócios e diretores da empresa pelos crimes de falsificação, corrupção ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273 do CP) e por infrações à Lei de Vigilância Sanitária. Os “chips da beleza”, quando manipulados sem controle, podem causar infecções graves, embolias, necrose de pele e até a morte. A operação “Remédio Amargo” mostrou que, em busca do lucro, a empresa colocava a vida de consumidores de todo o país em risco.

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