Semana de coleta de DNA busca ajudar famílias de desaparecidos

Mobilização nacional reúne 334 pontos de coleta até sexta-feira (28); material é cruzado com perfis de pessoas sem identificação

Semana de coleta de DNA busca ajudar famílias de desaparecidos - Foto: Divulgação/Polícia Científica
Semana de coleta de DNA busca ajudar famílias de desaparecidos - Foto: Divulgação/Polícia Científica
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Começa nesta segunda-feira (24) a 4ª Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A campanha segue até sexta-feira (28), com 334 pontos de coleta preparados em todo o Brasil.

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Em 2025, mais de 84 mil pessoas desapareceram no Brasil, segundo dados enviados pelos estados e pelo Distrito Federal ao Sinesp.

Como funciona

O material genético coletado dos familiares é incluído em bancos de perfis genéticos e comparado com registros de pessoas encontradas sem identificação, vivas ou mortas. O cruzamento é feito por softwares estatísticos que buscam possíveis compatibilidades.

A coleta é simples e pode ser realizada com um cotonete ou pequena esponja na parte interna da bochecha. Em alguns casos, pode ser utilizada uma gota de sangue do dedo. Não é necessário estar em jejum.

A prioridade é para familiares diretos, nesta ordem:

  • Pai ou mãe biológicos;
  • Filhos biológicos, preferencialmente acompanhados do outro genitor;
  • Irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Menores de idade também podem participar, desde que acompanhados e autorizados por um responsável legal.

Quem já fez a coleta precisa repetir?

Não. Segundo a organização da campanha, quem participou de ações anteriores ou já realizou coleta para identificação de desaparecidos não precisa repetir o procedimento. Os perfis continuam armazenados e sendo comparados com novos registros.

O perfil genético é utilizado exclusivamente para auxiliar na identificação da pessoa desaparecida e, após a confirmação da identidade, os dados são retirados do banco.

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