A Polícia Civil prendeu preventivamente uma mulher suspeita de explorar sexualmente e submeter funcionárias a condições análogas à escravidão em uma casa noturna de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. A operação foi realizada na manhã desta quinta-feira (10), com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.
A investigação começou em julho e apura a atuação dos proprietários de uma casa noturna localizada às margens da BR-470. Segundo a Polícia Civil, além da exploração sexual, os responsáveis praticariam rufianismo e manteriam funcionárias em condições semelhantes à escravidão.
Mulheres teriam sido impedidas de sair
Conforme a investigação, o casal cobrava pelos quartos utilizados pelas mulheres e também retinha valores recebidos por elas com o argumento de despesas com alimentos e bebidas. Além disso, eram aplicadas supostas multas com valores elevados.
Segundo a Polícia Civil, algumas mulheres chegaram a acumular dívidas de até R$ 10 mil. Em razão dos débitos, elas seriam impedidas de deixar o estabelecimento.
As mulheres que estavam no local foram encaminhadas à Delegacia de Polícia para prestar depoimento. Já a investigada foi levada ao presídio de Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça.
O companheiro dela, apontado como proprietário do estabelecimento, continua foragido. Segundo a Polícia Civil, ele foi condenado a quase 24 anos de prisão por crimes como tortura, manutenção de casa de prostituição e estupro.
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