Itajaí avança nas etapas de preparação para a implantação do Método Wolbachia, estratégia que utiliza mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para reduzir a capacidade de transmissão da dengue, zika e chikungunya. A metodologia será adotada inicialmente em quatro bairros do município.
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) realizou uma reunião de alinhamento nesta segunda-feira (14). Enquanto isso, o imóvel que receberá a biofábrica, na sede do DVE, no bairro Barra do Rio, passa pela fase final de reforma e adaptação, com previsão de conclusão ainda neste ano.
Escolas recebem ações educativas
A preparação também envolve atividades com escolas estaduais. A primeira ocorreu em 8 de setembro, na EEB Elizabeth Konder Reis, em Cordeiros.
Nesta semana, estão previstas ações na EEB Prof. Ary Mascarenhas Passos, nesta terça-feira (15); na EEB XV de Junho, na quarta-feira (16); e na EEB Prof. Henrique Midon, na sexta-feira (18).
A implantação está prevista para Cordeiros, São Vicente, Cidade Nova e São João. Mesmo com a nova estratégia, a eliminação de recipientes com água parada e a limpeza dos ambientes continuam sendo medidas fundamentais para evitar criadouros do Aedes aegypti.
Casos de dengue caíram em Itajaí
Segundo dados da DVE, Itajaí registrou 41.697 casos de dengue e 39 mortes em 2024. Em 2025, foram 3.456 casos e cinco óbitos. Em 2026, até o período considerado no levantamento, foram registrados 326 casos e nenhum óbito.
Entre os bairros que receberão a metodologia, Cordeiros teve 10.121 casos em 2024, 571 em 2025 e 13 em 2026. São Vicente registrou 5.406, 718 e 29 casos, respectivamente. Cidade Nova teve 5.361 casos em 2024, 419 em 2025 e 13 em 2026.
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