A Justiça determinou que a Prefeitura de Florianópolis apresente, em 10 dias, informações detalhadas sobre a rede de acolhimento para famílias em situação de vulnerabilidade social. A decisão atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pela Defensoria Pública de Santa Catarina em favor de pessoas em situação de rua e famílias com crianças e adolescentes.
A ação foi apresentada após o encerramento das atividades do Hotel 2S, que recebia famílias vulneráveis na Capital. Segundo o Município, as pessoas que ainda estavam no local foram encaminhadas ao Instituto El Shaddai e à Casa de Passagem do Migrante Scalabrini.
Para a Justiça, porém, as informações apresentadas até agora não comprovam que a nova estrutura esteja funcionando plenamente.
Prefeitura terá que apresentar documentos
Entre as informações solicitadas estão:
- contratos firmados com as entidades responsáveis pelo acolhimento;
- quantidade de vagas contratadas, ocupadas e disponíveis;
- fluxo de acesso ao serviço e procedimentos quando não houver vagas;
- situação individualizada das famílias que estavam no Hotel 2S.
A decisão também cita o caso de uma família com um adulto e dois adolescentes que teve dificuldade para conseguir acolhimento em 2 de setembro. Segundo a Defensoria, o Instituto El Shaddai estava lotado e a família só conseguiu atendimento no fim do dia, com hospedagem provisória no Hotel Nações.
Famílias devem permanecer unidas
A Justiça reforçou que o Município deve garantir acolhimento emergencial imediato para famílias com crianças ou adolescentes. Na ausência de vaga, deve ser oferecida uma alternativa provisória, segura e digna, sem separação dos integrantes ou permanência em situação de rua.
Após a apresentação das informações pela Prefeitura, o processo seguirá para manifestação da Defensoria Pública e, posteriormente, do Ministério Público.
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