Uma força-tarefa encerrou nesta sexta-feira (2) os trabalhos de campo de uma investigação epidemiológica em Imbituba para verificar a possível circulação do vírus da Febre do Nilo Ocidental (FNO) e de outros arbovírus entre mosquitos. A mobilização ocorreu após a confirmação de um óbito pela doença no município.
A ação reuniu equipes da Regional de Saúde de Tubarão, DIVE, Ministério da Saúde, Prefeitura de Imbituba e Fiocruz. Durante a semana, foram instalados pontos de coleta e realizadas capturas de mosquitos em Itapirubá, Vila Nova, região central e São Tomás.
Amostras serão analisadas
Os insetos coletados serão encaminhados para processamento e análise laboratorial. Além do vírus da Febre do Nilo Ocidental, os exames poderão identificar dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.
Segundo a bióloga Sabrina Fernandes Cardoso, da Gerência Regional de Saúde de Tubarão, a coleta em diferentes regiões permite ampliar a investigação e verificar quais vírus podem estar presentes nas populações de mosquitos.
A eventual presença dos vírus nas amostras dependerá dos resultados dos exames. Os dados deverão ajudar as autoridades a avaliar o cenário epidemiológico e definir medidas de vigilância e monitoramento.
Vigilância reforça prevenção
A Febre do Nilo Ocidental é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados. A orientação é reduzir a exposição aos vetores, especialmente no amanhecer e no entardecer.
Entre os cuidados estão o uso de repelente, telas em portas e janelas e eliminação de água parada, além de evitar o contato com animais mortos.
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