SC registra transporte inédito de sangue raro em avião comercial

Bolsa de sangue coletada em Joinville foi enviada a um paciente de Minas Gerais em operação que reduz o tempo de atendimento em emergências

SC registra transporte inédito de sangue raro em avião comercial - Foto: Marco Favero/SecomGOVSC
SC registra transporte inédito de sangue raro em avião comercial - Foto: Marco Favero/SecomGOVSC
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Santa Catarina realizou, em outubro, seu primeiro transporte de sangue raro na cabine de um avião comercial e o terceiro do tipo no Brasil. A operação foi coordenada pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) para atender um paciente de Juiz de Fora (MG) que precisava de sangue com fenótipo Js(b-), considerado muito raro.

O doador compatível foi localizado em Joinville e concordou em realizar a doação no dia seguinte ao contato. Após testes e procedimentos de validação, a bolsa foi liberada para transporte aéreo e chegou ao paciente em 10 de outubro.

Acordo agiliza transporte de sangue raro

A operação foi possível após a atualização do Termo de Cooperação Técnica que já previa o transporte de órgãos e passou a incluir sangue raro em emergências do Sistema Único de Saúde (SUS).

Antes da mudança, as bolsas eram enviadas como carga, sujeitas a prazos maiores e possíveis atrasos. Agora, o transporte pode ocorrer gratuitamente em aviões comerciais, com acondicionamento adequado e controle de temperatura entre 1°C e 10°C.

Segundo a diretora-geral do Hemosc, Patrícia Carsten, a equipe priorizou os procedimentos para disponibilizar o sangue com urgência.

Brasil tem mais de 2 mil doadores cadastrados

O Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), criado em 2013, reúne atualmente 2.032 doadores registrados e já possibilitou o atendimento de mais de 300 pacientes.

O primeiro transporte de sangue raro na cabine de um avião comercial no Brasil ocorreu em 12 de setembro, de São Paulo para o Piauí. O segundo foi realizado em 9 de outubro, do Ceará para Juiz de Fora. A terceira operação partiu de Florianópolis em 10 de outubro.

Um sangue é considerado raro quando seu perfil ocorre em menos de uma a cada mil pessoas testadas. A compatibilidade depende de características específicas das hemácias, o que torna a localização de doadores adequados essencial em situações de emergência.

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