Esquema de fraude com criptomoedas é investigado em SC por causar prejuízo milionário a investidores

Ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e de outros cinco Estados

Esquema de fraude com criptomoedas é investigado em SC por causar prejuízo milionário a investidores. - Foto: Divulgação/PF
Esquema de fraude com criptomoedas é investigado em SC por causar prejuízo milionário a investidores. - Foto: Divulgação/PF
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A Operação São Silvestre foi deflagrada, nesta quinta-feira (22), para desarticular grupos criminosos suspeitos de promover esquemas fraudulentos de investimentos por plataformas digitais. A investigação da Polícia Federal apura possíveis práticas de pirâmide financeira com envolvimento de supostas aplicações em criptomoedas e operações automatizadas por robôs. A ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e de outros cinco Estados.

Em Santa Catarina, as diligências ocorrem em Florianópolis, Blumenau, Pomerode, Indaial e Rio do Sul. Os mandados foram expedidos pelo 3º Juízo da Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina.

Operação cumpre mandados em seis estados

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nos seguintes municípios:

  • Santa Catarina: Florianópolis (1), Blumenau (2), Pomerode (1), Indaial (1) e Rio do Sul (1);
  • Paraná: Curitiba (2);
  • São Paulo: Álvares Machado (1);
  • Minas Gerais: Belo Horizonte (1);
  • Pernambuco: Jaboatão dos Guararapes (1) e Recife (1).

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de 15 pessoas físicas e 13 empresas, até o limite de R$ 100 milhões. A medida busca preservar o patrimônio dos investigados e garantir recursos para uma eventual reparação dos prejuízos causados às vítimas.

Mais de 10 mil pessoas podem ter sido vítimas

De acordo com as investigações, os esquemas teriam captado investidores em diferentes estados brasileiros e também no exterior entre 2018 e 2020. A estimativa é de que mais de 10 mil pessoas tenham sido vítimas das supostas fraudes.

As plataformas investigadas prometiam rendimentos considerados incompatíveis com a realidade do mercado financeiro. Entre as ofertas divulgadas estavam rentabilidades de 2% a 3% ao dia ou de 10% a 70% ao mês.

Segundo a Polícia Federal, percentuais elevados desse tipo são frequentemente utilizados para atrair investidores em esquemas de captação fraudulenta.

Investigados respondem por diferentes crimes

Os investigados foram indiciados por suspeitas de envolvimento nos seguintes crimes:

  • Associação criminosa;
  • Estelionato;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional;
  • Crimes contra o mercado de capitais.

As investigações buscam apurar a atuação dos grupos e reunir elementos sobre os recursos captados e os possíveis prejuízos provocados aos investidores.

Como enviar informações à Polícia Federal

Pessoas que investiram nas plataformas investigadas e possuem documentos que comprovem os aportes financeiros podem encaminhar as informações à Polícia Federal pelo e-mail denunciapiramides.iji@pf.gov.br.

A documentação poderá contribuir com o andamento das investigações.

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