PF apura possível fuga de Flávio Bolsonaro para a Argentina

Senador afirma que foi proibido de deixar o Brasil por ordem atribuída a Alexandre de Moraes, mas governo argentino nega que ele tenha entrado no país

PF apura possível fuga de Flávio Bolsonaro para a Argentina - Foto: Divulgação/Charles Vieira
PF apura possível fuga de Flávio Bolsonaro para a Argentina - Foto: Divulgação/Charles Vieira
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A Polícia Federal apura informações sobre uma possível saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil em direção à Argentina, após o parlamentar afirmar que recebeu uma determinação judicial para entregar o passaporte e não deixar o território nacional.

Dois aliados políticos disseram que o senador teria atravessado a fronteira e pretendia seguir para os Estados Unidos. A versão, porém, foi contestada pelo governo argentino. Fabián Fernández, porta-voz do presidente Javier Milei, negou à agência Bloomberg que Flávio tenha entrado na Argentina.

Entenda a ordem envolvendo o passaporte

Na segunda-feira (26), Flávio afirmou que foi abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo o senador, os policiais comunicaram uma determinação atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes e não deixasse o país.

A medida estaria relacionada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo relações entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, também citado em apurações sobre movimentações financeiras no setor de apostas.

Pedido teria sido feito após resultado eleitoral

Segundo informações publicadas pela jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, a Polícia Federal teria solicitado a apreensão do passaporte sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

De acordo com a publicação, Alexandre de Moraes atendeu ao pedido sem consultar previamente a Procuradoria-Geral da República (PGR). Até o momento, as informações sobre uma possível viagem à Argentina são contraditórias, e o governo argentino nega a entrada do senador no país.

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