O prefeito de Alfredo Wagner, Gilmar Sani (PL), teve a residência e a prefeitura onde atua como chefe do Executivo municipal alvo de buscas durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), realizada na última terça-feira (27). Em nota, a assessoria do prefeito afirmou que ele colaborou com os agentes e esclareceu que a condução à delegacia ocorreu após a localização de uma arma de fogo que pertenceu ao pai falecido do gestor, sem relação, segundo a manifestação, com o objeto da investigação.
A operação apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos em Santa Catarina e cumpriu 51 mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais, empresas e órgãos públicos de Alfredo Wagner, Bocaina do Sul, Palhoça, Blumenau, Xaxim e Ilhota.
De acordo com as informações divulgadas sobre a ação, Gilmar Sani foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito. A assessoria, por sua vez, classificou a situação como uma questão formal relacionada a um item antigo do acervo familiar.
Assessoria afirma que prefeito colaborou com a operação
Na manifestação pública, a assessoria de Gilmar Sani declarou que o Poder Executivo municipal e o prefeito mantêm compromisso com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições.
Segundo a nota, durante as buscas na sede da prefeitura e na residência do gestor, os agentes tiveram acesso aos documentos e equipamentos solicitados.
A assessoria também pediu precisão na divulgação das informações, para evitar que a situação envolvendo a arma de fogo seja vinculada indevidamente ao mérito da investigação conduzida pelo Gaeco.
Nota diz que arma de fogo pertenceu ao pai falecido do prefeito
De acordo com o posicionamento da assessoria, a condução do prefeito à delegacia para prestar esclarecimentos ocorreu exclusivamente após a localização de uma arma de fogo antiga, que teria pertencido ao pai falecido de Gilmar Sani.
O comunicado afirma que o objeto era mantido como lembrança familiar havia anos, sem uso ou registro atualizado. Ainda conforme a assessoria, as informações necessárias foram prestadas à autoridade policial para a regularização da situação e a liberação do gestor.
A manifestação acrescenta que o prefeito segue no exercício de suas funções e permanece à disposição da Justiça.
As explicações apresentadas correspondem à versão da defesa institucional do prefeito. A situação relacionada à arma de fogo e seus desdobramentos devem ser considerados conforme os registros e as conclusões das autoridades competentes.
Operação investiga suspeitas de corrupção e fraudes em licitações
A investigação do Gaeco busca apurar uma possível atuação coordenada entre agentes públicos, empresários, familiares e pessoas interpostas para favorecer empresas em contratações públicas e ocultar movimentações financeiras.
Entre os crimes investigados estão:
- Organização criminosa;
- Corrupção;
- Fraude em licitações;
- Peculato;
- Falsidade ideológica;
- Prevaricação;
- Lavagem de dinheiro.
Além das buscas, mais de R$ 2,7 milhões em bens e valores foram bloqueados. Também houve apreensão de dinheiro em espécie, e os materiais recolhidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia.
Outro investigado foi autuado em flagrante por suspeita de lavagem de capitais. A identidade dele não foi divulgada, e o processo tramita sob sigilo judicial.
Prefeito de Bocaina do Sul também foi alvo de buscas
O prefeito de Bocaina do Sul, Duduca (PSDB), também foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação.
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