Polícia Civil mira esquema de corrupção em prefeitura de SC

Operação cumpriu 10 mandados de busca em três cidades e investiga suspeitas de favorecimento na liberação de alvarás e obras

Polícia Civil mira esquema de corrupção em prefeitura de SC - Foto: Divulgação/PCSC
Polícia Civil mira esquema de corrupção em prefeitura de SC - Foto: Divulgação/PCSC
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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta sexta-feira (6), a segunda fase da Operação ALVARÁ II, que investiga um possível esquema de corrupção e favorecimento de interesses particulares na Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis. A ação mobilizou 30 policiais civis e cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em São José, Florianópolis e Palhoça.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR/DEIC), apura uma possível associação criminosa envolvendo particulares e servidores públicos municipais.

Segundo os investigadores, o grupo teria atuado para interferir irregularmente em procedimentos administrativos, principalmente na concessão de alvarás, fiscalização de estabelecimentos e liberação de obras embargadas.

Investigação apura pagamentos indevidos

Conforme os elementos reunidos pela Polícia Civil, um dos investigados seria o principal articulador do esquema, intermediando interesses privados em diferentes setores da administração municipal.

A suspeita é de que ele utilizava contatos com servidores para obter informações privilegiadas, acelerar processos e conseguir decisões favoráveis a particulares, inclusive mediante possíveis pagamentos indevidos.

Nesta nova etapa, os policiais buscam identificar a participação individual dos investigados e reunir provas sobre as irregularidades.

Equipamentos eletrônicos foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, foram recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos. O material será encaminhado à Polícia Científica de Santa Catarina para extração de dados e posterior análise dos investigadores.

Os crimes investigados são corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa. A apuração continua sob responsabilidade da DECOR/DEIC.

Até o momento, as informações divulgadas pela Polícia Civil não representam uma conclusão sobre a responsabilidade criminal dos investigados.

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