Sem luz: famílias cobram solução em Capivari de Baixo

Corte no Loteamento Camila provocou protesto; Câmara aprovou lei para facilitar ligações individuais, mas moradores ainda aguardam a regularização

Sem luz: famílias cobram solução em Capivari de Baixo - Foto: Divulgação
Sem luz: famílias cobram solução em Capivari de Baixo - Foto: Divulgação
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Cerca de 70 famílias do Loteamento Camila, em Capivari de Baixo, foram afetadas pelo corte no fornecimento de energia elétrica realizado pela Celesc na quinta-feira (5). A situação levou moradores a protestarem em frente à Prefeitura e mobilizou vereadores em busca de uma solução.

Entre os atingidos estão crianças, idosos e pessoas acamadas. Os moradores relatam que dependiam de ligações compartilhadas para ter acesso à energia enquanto aguardam a regularização dos imóveis.

Câmara aprova medida para facilitar ligações

Em resposta à situação, a Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade um projeto de lei que cria a Certidão de Habitabilidade. O documento poderá substituir o habite-se e permitir que moradores de áreas passíveis de regularização solicitem ligações individuais de energia.

A Prefeitura informou que a lei foi sancionada e prevê a criação de uma comissão para avaliar os imóveis individualmente. Já as 14 famílias que possuem medidores próprios e tiveram a energia cortada devem solicitar o religamento diretamente à Celesc, desde que os padrões estejam regulares.

A certidão, porém, não substitui a regularização fundiária. Imóveis em áreas de preservação permanente ou sem rede elétrica da Celesc em frente à residência não serão contemplados.

Vice-prefeita critica ausência de atendimento na Prefeitura

Em entrevista à Rádio Cidade Tubarão, a vice-prefeita Samira Porto afirmou que vereadores e moradores foram até a Prefeitura para tentar encaminhar a documentação necessária, mas encontraram as portas fechadas. Segundo ela, não houve atendimento do Executivo durante o período em que aguardaram no local.

Samira também relatou que a Celesc se comprometeu a dar atenção à situação e iniciar as religações assim que a documentação necessária estivesse disponível. A expectativa era que os trabalhos começassem na manhã de sexta-feira (6), mas não havia confirmação de que todas as famílias teriam a energia restabelecida.

O morador Jorge Francelino também relatou preocupação com os prejuízos causados pela falta de energia, especialmente com alimentos armazenados em geladeiras e as necessidades de crianças, idosos e pessoas doentes.

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