Nesse domingo de Carnaval, tivemos o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageia o atual presidente Lula. Já anunciado e esperado, o desfile (que teve uso do dinheiro dos pagadores de impostos) gerou grandes controvérsias e pode ser considerado campanha antecipada, já visando às eleições de 2026.
Na última quinta-feira, dias antes do Carnaval, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou dois pedidos de liminar realizados pelo Partido Novo e pelo Partido Missão contra a realização do desfile. A ministra Cármen Lúcia fez alertas sobre “risco de ilícito”, mas afirmou que não poderia haver censura prévia e liberou o desfile.
Fato curioso é que, durante as eleições de 2022, a ministra teve uma posição diferente quando censurou previamente o documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora Brasil Paralelo. À época, ela alegou que se tratava de uma exceção para manter a “lisura” das eleições e que, no futuro, esse tipo de censura prévia não deveria mais ocorrer. Ou seja, a balança da Justiça não foi calibrada, mostrando que pende mais para um lado do que para o outro.
Vendo esse cenário de crime e possível inelegibilidade do atual presidente, o Partido Novo declarou que ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral assim que Lula registrar sua candidatura.
Nesse cenário, a dúvida fica se a balança da Justiça vai pesar para os dois lados ou se novamente vai pesar de forma descompassada para um dos espectros políticos. Esse tema com certeza voltará à pauta daqui a alguns meses e, numa eleição tão disputada e polarizada, pode ser algo que decida ou tenha grande influência no resultado do pleito de 2026. Aguardemos.