Pense um pouquinho: qual termo soa melhor aos seus ouvidos e parece algo mais politicamente correto, “coletivismo” ou “individualismo”?
Provavelmente você associou “coletivismo” ao altruísmo, a fazer o bem para os outros, a colocar o próximo em primeiro lugar, e entendeu que essa nomenclatura remete a alguma grande virtude que a sociedade deveria seguir. Já “individualismo” nos traz a ideia de egoísmo, de nos colocarmos à frente dos outros, o que não seria algo positivo para a comunidade. E essa é exatamente a ideia que a esquerda, que usa como base teórica o coletivismo, tenta incutir em nossa mente ao longo dos anos.
O coletivismo parte do princípio de que o coletivo é superior ao indivíduo, permitindo que grupos maiores se sobreponham a grupos menores, caso considerem isso benéfico para a maioria. Defende que o indivíduo nasce com dívidas em relação à sociedade e que não existe de forma independente. Assim, as pessoas devem seguir o senso comum vigente, e o Estado deve intervir fortemente na cultura, na economia e onde mais for necessário para colocar seu ideário coletivo em prática.
Algumas ideologias utilizam o coletivismo como base para impor suas ideias. São elas: o socialismo, o comunismo, o fascismo e o nazismo.
Já o individualismo, que é a base do liberalismo, do libertarianismo e, consequentemente, da direita em geral, acredita que os indivíduos são um fim em si mesmos, que são únicos, cada um com seu modo de pensar e de agir, e que devem ser livres para buscar a própria felicidade. Essa filosofia condena a intervenção do Estado na vida particular dos cidadãos, defende que as pessoas devem se responsabilizar por seus atos e que a ajuda ao próximo deve ser realizada de forma voluntária e livre, sem o poder coercitivo e impositivo do Estado.
Esse tipo de moralidade é a base do capitalismo, sistema sobre o qual os países livres e democráticos do Ocidente foram edificados ao longo dos últimos séculos, aumentando a quantidade de riqueza e a qualidade de vida de seus habitantes.
Apesar de os fatos, a história e a lógica falarem por si, a esquerda utiliza a retórica, o marketing e a emoção para convencer as pessoas de que sua ideologia coletivista é a mais moralmente correta, mesmo que, com o tempo, acabe se transformando em ditaduras e tragédias humanitárias, como ocorreu na União Soviética comunista, na Venezuela socialista, na Itália fascista e na Alemanha nazista. A batalha cultural e moral nunca esteve tão acirrada, e quem sair vitorioso dessa disputa definirá os rumos de nossas vidas pelas próximas décadas.