“Democracias não entram em guerra com democracias” é um jargão relativamente conhecido, e hoje, mais do que nunca, podemos constatar que a sua tese se sustenta. Apesar do ataque dessa semana ter sido iniciado por duas democracias consolidadas, como Israel e EUA, o alvo era simplesmente o Irã, um país com uma ditadura fundamentalista islâmica há mais de 40 anos, que prega o assassinato de gays, repressão contra as mulheres, restrição de liberdade dos seus cidadãos e a morte de americanos e judeus.
Ao longo da história, podemos ver outras situações semelhantes, como na 2ª Guerra Mundial, onde os Aliados democráticos (EUA, França e Inglaterra) lutaram ferozmente contra o Eixo ditatorial (Alemanha nazista, Itália fascista e Japão imperial). Ainda nesse contexto, posteriormente, os Aliados tiveram que se unir à União Soviética, um regime socialista totalitário.
Os fatores que levam as democracias a não entrarem em guerra entre si são os mais diversos, desde os políticos terem que prestar contas para a população, onde geralmente a opinião pública é contra esse tipo de ação, até ao reconhecerem que outras democracias possuem valores semelhantes aos seus e que, economicamente, um conflito bélico possui um alto custo, o que prejudica as contas públicas e os preços dos insumos. Ainda, a possibilidade de o político ser visto como alguém conflituoso pode afetar uma possível reeleição futura.
Hoje, nesse novo reposicionamento global das superpotências, podemos verificar que há uma espécie de aliança entre as ditaduras, como a China, Rússia, Coreia do Norte, Irã e Venezuela. Já do outro lado, temos as democracias como EUA, Israel, Japão, Austrália, Taiwan e a grande parte da União Europeia.
Nesse contexto, o Brasil ainda flutua e se mantém de certa forma aliado às ditaduras, fazendo vista grossa às atrocidades cometidas há décadas pelo regime iraniano e virando as costas para o mundo livre e democrático. Porém, as coisas mudam rapidamente, e pode surgir um novo governo por aqui que se posicione de forma adequada, respeitando a história brasileira, que, durante a 2ª guerra, enviou tropas para combater a tirania e defender a liberdade. O mundo caminha a passos largos para um conflito em larga escala e resta saber em qual lado o Brasil escolherá.