Nos últimos anos nos acostumamos a ver programas assistencialistas se perpetuarem e atingirem uma camada muito grande da população brasileira. O principal deles, o Bolsa Família, vem sendo utilizado em larga escala há muitos anos e nos gera uma série de dúvidas sobre a real eficácia desse tipo de política governamental.
A renda mínima universal, idealizada nos anos 60 pelo economista liberal americano Milton Friedman, tem como principal ideia o Imposto de Renda Negativo (IRN), onde quem fica abaixo de um determinado nível de renda receberia recursos do Estado, num valor maior do que ele pagaria de impostos.
Além, disso Milton acreditava que dar dinheiro diretamente no bolso do cidadão seria uma melhor ação do que fornecer bens (como cestas básicas, energia elétrica, botijão de gás), pois nesse casso, seria respeitada a liberdade individual da pessoa e permitiria que ela decidisse como melhor utilizar esse recurso, atendendo assim às suas necessidades.
Infelizmente, no Brasil houve um grande exagero na quantidade de recursos e de pessoas atendidas por esse tipo de programa assistencialista, e o que era para ser uma política de migração social, acabou virando um sequestro político da camada mais pobre da população. Gente que possui poucas condições financeiras e pouco estudo, acaba se tornando refém econômico desse aparato e não consegue sair de uma condição muito precária.
Tempos atrás, comprar voto por botijão de gás era motivo de ir pra cadeira, mas nesse ano de eleição, foi aprovado o “Gás do Povo”. Em resumo, o crime virou lei.
Há somente uma saída para o Brasil parar de ser um país pobre, e para isso é necessário termos mais liberdade econômica. Enquanto não haver migração social e as pessoas não se tornarem donas de si, estaremos fadados a políticas de transferência de renda, sem aumentar definitivamente a qualidade de vida das pessoas.