Com a chegada das eleições, novas articulações políticas e partidárias vêm sendo costuradas a nível estadual e federal. Os donos dos partidos possuem um objetivo muito claro: ganhar o máximo de poder possível. Com isso, novidades surgem a todo momento e nos sugerem um 2026 novamente polarizado.
A grosso modo, teremos três grandes campos políticos em SC e no Brasil. A esquerda tentando parecer moderada, o centro tentando procurar a sua própria identidade e a direita com vários personagens tentando ocupar o vazio deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em Santa Catarina, a esquerda deve ser representada por Gelson Merísio, um político clássico que surfou a onda Bolsonaro em 2018 e, por décadas, esteve em partidos que representavam a direita, como o PFL. Agora, deve fazer coligação com o PT e ter Décio Lima como candidato ao Senado. Uma mudança e tanto em apenas 8 anos.
Já a nível Brasil, Lula aposta novamente na dobradinha com o antigo rival Geraldo Alckmin. Da mesma forma que em 2022, eles dizem ser uma “frente ampla democrática” contra o autoritarismo da direita. Balela.
Essa atual esquerda, tentando parecer menos vermelha, mais vinculada ao centro e trazendo políticos antigos que nunca tiveram uma ideologia, é um prelúdio do que pode vir a se tornar esse campo político para os próximos anos. A falta de herdeiros políticos para a sucessão de Lula, que se encontra com uma idade avançada e baixa popularidade, deixa um vácuo de poder para os próximos anos e uma grande parcela da população sem um nome de peso para votar.
Para o futuro da esquerda, eu apostaria que a briga pela herança de Lula ficaria entre Guilherme Boulos, mais radical e ligado aos movimentos clássicos do PT, como o MST, MTST, CUT, sindicatos e aos universitários travestidos de revolucionários com a camiseta de Che Guevara. Do outro lado, teríamos o jovem João Campos, um membro do coronelismo pernambucano que usa grande parte do dinheiro dos pagadores de impostos com marketing próprio e é casado com a dep. federal socialista Tabata Amaral, queridinha dos jornalistas mais cults.
Nos resta acompanhar e ver o que vai decorrer de tudo isso, mas a grande pergunta é se a população vai aderir a esse novo modelo da esquerda e vai reeleger políticos socialistas novamente, assim como acontece há décadas. Se isso vai colar, só saberemos em outubro.