Cotidiano
Clínica é condenada por diagnosticar falsa perda de feto
Incidente ocorreu após a realização de um ultrassom, que apontou que a gestante estava passando por um aborto espontâneo
A 3ª Vara Cível da Comarca de Florianópolis condenou uma clínica de ultrassonografia após um erro de exame que diagnosticou a morte de um feto. A gestante, que recebeu o laudo indicando que havia perdido o bebê, procurou um hospital para realizar o procedimento de curetagem. No entanto, durante o atendimento, uma nova surpresa: o feto estava vivo, com batimentos cardíacos normais.
Diagnóstico errado de morte fetal
O incidente ocorreu após a realização de um ultrassom, que apontou que a gestante estava passando por um aborto espontâneo. Após o diagnóstico, a mulher, ainda abalada pela perda, procurou atendimento hospitalar para a curetagem. Contudo, devido à ausência de sinais típicos de aborto, como sangramentos, os médicos decidiram fazer uma ressonância magnética para avaliar melhor a situação.
O exame revelou uma descoberta inesperada: o feto estava vivo e com batimentos cardíacos regulares. O bebê nasceu saudável em 7 de abril de 2019, através de parto normal.
Indenização por danos morais
A mãe, além de enfrentar o sofrimento pela incerteza causada pelo erro médico, decidiu processar a clínica de Florianópolis por danos morais. A Justiça acatou o pedido e determinou que a clínica pagasse uma indenização de R$ 15 mil.
Em sua sentença, o juiz destacou que o diagnóstico equivocado afetou profundamente as emoções e os sentimentos da gestante, prejudicando o vínculo materno e gerando um grande dano psicológico. O magistrado ainda ressaltou que o erro poderia ter sido evitado se o médico tivesse informado que o resultado do exame não era conclusivo, e que exames complementares seriam necessários para uma avaliação mais precisa.
Erro Médico: consequências e falhas no diagnóstico
O juiz apontou que a falta de cautela por parte da clínica, que confiou exclusivamente em um único exame sem recomendações claras para novos exames, foi crucial para a tragédia. Ele afirmou que seria razoável que o médico tivesse alertado sobre a possibilidade de erro, o que teria evitado a devastação emocional causada pela falsa perda do feto.