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Redragagem é cobrada durante seminário da enchente

Cotidiano
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Foto: Matheus Machado

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Redragagem é cobrada durante seminário da enchente

Evento marcou os 51 anos da tragédia que ocorreu em Tubarão

TUBARAO

Previsto na Lei Municipal de Tubarão, o seminário que relembra a enchente de 1974 acontece anualmente, em março, com a presença de autoridades políticas estaduais e municipais, além de especialistas na área ambiental. A edição de 2025, realizada nesta segunda-feira (24), abordou temas como o histórico das inundações do Rio Tubarão, a atualização do Plano de Contingência do município e a situação do projeto de redragagem do Rio Tubarão.

Crítica

O vereador professor Maurício da Silva (PP), idealizador do seminário, abriu o evento com um discurso destacando que nos últimos anos outras regiões foram beneficiadas com verbas para contenção de cheias como Rio do Sul, Lontras, Taió e Timbó, e que foi mencionado que Tubarão seria um prioridade, algo que não aconteceu segundo o vereador.

“Hoje tem tecnologia, tem recurso. Se acontecer uma tragédia será uma omissão onde todos nós seremos responsabilizados”, destacou Maurício.

Projeto parado há 1 ano

Carlos Augusto Menezes, presidente da Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos Vale do Rio Tubarão (ÁREA-TB), também esteve na bancada do evento e defendeu que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, assim como as universidades locais, integrem os projetos a cerca do tema. “Quando tiver um projeto no município, tem que incluir a secretaria de planejamento, o comitê e as universidades daqui”, destacou. Ele também relembrou os projetos de Laguna que vão completar 1 ano em julho, e que ainda não saíram do papel.

Em 2024, os deputados da Bancada do Sul da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) estiveram em Tubarão para fazer o anúncio de importantes projetos para a região, onde um desassoreamento na região do Porto de Laguna e uma readequação nos Molhes da Barra iriam contribuir com a vazão de água do Rio Tubarão em direção ao mar, além de facilitar a entrada de maiores embarcações no terminal portuário da Cidade Juliana.

A espera pela redragagem

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, Woimer José Back, também ressaltou sobre a importância de redragar o Rio Tubarão, algo esperado pela comunidade há anos e que ganhou maior evidência após os últimos episódios de cheias na cidade, especialmente em 2022 e 2023.

“Confesso que quando me engajei nessa luta achei que seria mais fácil. Ainda não conseguimos colocar nossas demandas nas prioridades no governo do estado. Se chover em quatro ou cinco dias, 100, 150 ou 200 mm, teremos problemas seríssimos. Recuperar a área de escoamento com a redeagagem é o número um a se fazer. Depois vem as obras complementares que os estudos vão apontar. Nós merecemos e precisamos disso”, pontuou Woimer.

Em janeiro deste ano o portal SCTodoDia levantou com exclusividade que os técnicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ainda não tinham comparecido na cidade para dar início aos relatórios e atualização do projeto de redragagem. Atualmente, estima-se que 40% do escoamento do Rio Tubarão está comprometido por sólidos no fundo.

Novidades

O prefeito de Tubarão, Estêner Soratto, também discursou no seminário. Durante sua fala ele trouxe algumas novidades para a região. A primeira, foi que a licitação para a empresa que realizará os estudos na região do Molhes de Laguna foi finalizada e será aberta em maio deste ano.

Soratto também confirmou que a draga usada para remover sedimentos do leito do rio Itajaí-Açu, em Rio do Sul, virá para Tubarão assim que os trabalhos no Alto Vale foram finalizados.

Ele também defendeu o governo do estado alegando que não é necessário uma “briga” para ver qual região de SC recebe mais recurso, e sim, que a união entre todas as forças políticas e entidades pode trazer resultados positivos na luta pela redragagem. “Rio do Sul teve 12 enchentes em 18 meses. Não podemos ter essa briga entre Norte e Sul. Assim que acabar os trabalhos no Itajaí-Açu a draga vem para Tubarão. Também uma redragagem é muito caro. Em 2017 o custo seria R$ 517 milhões, hoje a obra deve estar na casa do bilhão”, ponderou o prefeito.

 

 

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